Economia

A semana antifascista de 1926: se havia a iminência de uma ditadura, porque é que ninguém fez nada para a impedir?

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Tempo ao Tempo

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Há 100 anos, Raul Proença escrevia na Seara Nova: “A República será. Preciso de crê-lo como preciso do ar que respiro. Tanto esforço não poderia ter sido vão”. Palavras proféticas, escritas meses antes do golpe de 28 de maio que suplantou a Primeira República. Rui Tavares regressa ao final da Primeira República através do olhar da Seara Nova, a publicação que conseguiu sobreviver aos anos da ditadura

Neste episódio, regressamos a março de 1926, quando intelectuais da Seara Nova, os “searistas” Júlio Proença, António Sérgio, Jaime Cortesão, anarquistas do jornal A Batalha e republicanos radicais organizaram a Semana Antifascista, uma semana de comícios e conferências alertando para a ameaça dos fascismos que chegam da Europa com Mussolini ou Primo de Revera.

Seara Nova 89, 27 de maio de 1926

Seara Nova 89, 27 de maio de 1926

Mas se estes activistas viram o fascismo chegar, porque falharam? A resposta será confusão política. Como Rui Tavares nos tem vindo a contar: a ditadura já era banal: golpes, e golpes dentro dos golpes eram impunes, as esquerdas dividiam-se e a tecnocracia seduzia os mais crédulos.

Não basta clarividência quando o inimigo se irrompe na confusão. De Lisboa a Moçambique, a convergência antifascista parecia invencível. Mas o tempo deu 47 anos, 10 meses e 3 dias de obscuridão.

Fotografia de Tiago Miranda, trabalho gráfico de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos

Oiça ‘Tempo ao Tempo’ aqui no Expresso, SIC e SIC Notícias, ou subscreva o podcast em qualquer plataforma de podcast. Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares.



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