O Governo dos Açores está a reforçar as medidas de controlo integrado de roedores em todo o arquipélago, através da cedência gratuita de rodenticidas, formação especializada e acompanhamento técnico aos produtores.
De acordo com o comunicado de imprensa do Executivo regional, a estratégia, coordenada pela Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação e gerida pela Direção Regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação (DRAVA), inclui a aquisição de 42,1 toneladas de rodenticida, num investimento global superior a 190 mil euros, acrescido de IVA.
 
Deste total, cerca de 21,1 toneladas estão atualmente em distribuição pelas várias ilhas, dando continuidade a uma primeira fase de entregas de 20,9 toneladas iniciada em setembro de 2025.
A distribuição é realizada de forma descentralizada pelos Serviços de Desenvolvimento Agrário, em alguns casos em articulação com câmaras municipais, tendo em conta as áreas agrícolas declaradas pelos produtores. O apoio abrange culturas arvenses, frutícolas, hortícolas e áreas POSEI.
 
Do ponto de vista técnico, a intervenção recorre a substâncias ativas como o brodifacume e a difetialona, anticoagulantes de segunda geração. A eficácia destes produtos é acompanhada pela Comissão de Gestão Integrada de Pragas – Roedores, que, na reunião de 25 de fevereiro de 2026, confirmou não existirem resistências identificadas a estas substâncias na Região.
Em paralelo com o apoio material, o executivo regional tem promovido ações de formação dirigidas a operadores autorizados e técnicos nas ilhas de São Miguel, Terceira, Faial e Flores, bem como campanhas de sensibilização pública através da comunicação social, redes sociais e materiais informativos.
 
Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, “proteger a agricultura é proteger a identidade” açoriana. O governante sublinha que o controlo destas pragas “não é apenas uma medida técnica, é uma ação essencial para salvaguardar as explorações, garantir a qualidade das produções e defender o esforço diário dos agricultores”.
António Ventura acrescenta que “agir cedo e agir bem faz a diferença”, apontando o compromisso entre serviços, técnicos e agricultores como determinante para “proteger a agricultura açoriana e assegurar um futuro mais seguro e sustentável para todas as ilhas”.
 
