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Na queixa são particularmente visados os protestos no campus de Los Angeles (UCLA), o maior dos 10 geridos pelo sistema universitário público da Califórnia. O Presidente dos EUA lançou uma ofensiva contra as grandes universidades americanas, acusando-as de deixarem os movimentos de apoio aos palestinianos atuar livremente nos seus campus, perante a ofensiva israelita na Faixa de Gaza.
Jae C. Hong/AP
A administração Trump apresentou uma queixa contra a universidade pública da Califórnia por ter permitido aquilo que considerou como comportamentos discriminatórios e um ambiente “hostil” para estudantes e funcionários judeus e israelitas nas manifestações pró-palestinianas em 2024.
Na queixa são particularmente visados os protestos no campus de Los Angeles (UCLA), o maior dos 10 geridos pelo sistema universitário público da Califórnia.
O presidente norte-americano, Donald Trump, lançou uma ofensiva contra as grandes universidades americanas, acusando-as de deixarem os movimentos de apoio aos palestinianos atuar livremente nos seus campus, perante a ofensiva israelita na Faixa de Gaza, o que comparou a manifestações de antissemitismo.
“Com base nas nossas investigações, os administradores da UCLA estão acusados de terem deixado prosperar um antissemitismo violento no campus, prejudicando tanto os estudantes como o pessoal”, comentou, num comunicado, a ministra da Justiça, Pam Bondi.
Na sua queixa, o ministério pede à justiça para obrigar a rede da universidade pública da Califórnia (UC) para remediar estas alegadas faltas aos seus deveres e indemnizar financeiramente as pessoas prejudicadas.
Em agosto, a UC tinha anunciado que o governo americano lhe reclamava uma multa monstruosa de mil milhões de dólares (cerca de 850 milhões de euros), devido às manifestações pró Palestina de 2024.
A rede gerida pela UC, situada no estado mais populoso e mais rico do país, é considerada o melhor do sistema de ensino superior público nos Estados Unidos, onde as prestigiadas universidades privadas praticam preços proibitivos.
