Portugal

AIMA rejeita impacto de greve e garante serviços abertos

Em comunicado enviado depois de dezenas destes trabalhadores se terem manifestado hoje em frente à sede do Governo, em Lisboa, contra a sua situação de precariedade e de subcontratação para desempenhar funções que são necessidades permanentes da AIMA, a agência reiterou essa condição, lembrando que são trabalhadores de “associações parceiras no âmbito de protocolos de cooperação” que “não pertencem ao mapa de pessoal da agência”.

É precisamente esse cenário que está em contestação pelos trabalhadores, que recusam permanecer num cenário de instabilidade, ligados a associações e organizações para as quais não prestam efetivamente qualquer serviço, sendo pagos abaixo daquilo que receberiam se fossem trabalhadores da administração pública a desempenhar exatamente as mesmas funções.

Sobre a adesão à greve, a AIMA afirma em comunicado que “cerca de 80%” dos mediadores socioculturais afetos a estas associações e ONG “se mantiveram ao serviço no dia de hoje”, e que a paralisação “não teve impacto no serviço de agendamentos para tratamento de processos administrativos, tendo sido efetuados a quase totalidade dos atendimentos previstos no âmbito da regularização documental”.

Segundo a AIMA, foi sobretudo o serviço de prestação de informações aos cidadãos a ser afetado pela greve e que “apesar deste constrangimento, não houve qualquer encerramento de lojas AIMA”.

Segundo dados da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFS), que convocou a greve e manifestação de hoje, nas maiores cidades e pontos de pressão de atendimento a migrantes, como Lisboa, Porto e Faro, a adesão à greve rondou os 80% a 85%, não tendo ainda dados fechados sobre o impacto a nível nacional.

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