Marcelo Rebelo de Sousa, hoje com 77 anos, foi eleito Presidente da República, pela primeira vez, em janeiro de 2016, depois de ter vencido com maioria absoluta na primeira volta das eleições presidenciais. Seguiu-se, no dia 9 de março, a tomada de posse daquele que foi o seu primeiro mandato. Ainda se recorda do dia?
Como já é habitual, Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse numa cerimónia na Assembleia da República, tendo prestado juramento com a mão direita sobre a Constituição Portuguesa, um momento que foi assinalado com uma salva de 21 tiros de Artilharia.
Depois, seguiram-se as intervenções do então presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e do então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
Na cerimónia, estiveram presentes altas figuras estrangeiras como o rei de Espanha, Filipe VI, os então presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker e o ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, assim como os ex-Presidentes da República portugueses, o general Ramalho Eanes e Jorge Sampaio.
Recorde, na galeria acima, a primeira tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa
O primeiro mandato de Marcelo
Quando assumiu a chefia do Estado, em 9 de março de 2016, o antigo presidente do PSD, partido que liderou entre 1996 e 1999, deparou-se com uma inédita solução governativa do PS suportada pelos partidos mais à esquerda, PCP, BE e PEV, denominada “Geringonça”, com a qual cooperou, e teve, nas suas palavras, uma “coabitação especial”, entre 2016 e 2021.
Ficou conhecido como Presidente “dos afetos”, como o próprio se definiu desde o início, de fácil acesso a quem quer que o abordasse e disponível para responder aos jornalistas, sem afastar ninguém através de baias ou seguranças, num registo informal, e também por exaltar as qualidades dos portugueses, declarando-os “os melhores do mundo”.
Como candidato às eleições presidenciais de 24 de janeiro de 2016, Marcelo teve recomendações de voto de PSD e CDS-PP, mas fez uma campanha solitária para afirmar a sua independência. Curiosamente, o atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, então líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, foi dos poucos dirigentes partidários a ter algum destaque ao seu lado.
Na altura, venceu as eleições presidenciais com 52% dos votos dos portugueses.
Durante o seu primeiro mandato, a estabilidade política prevaleceu, com dois governos minoritários do PS suportados à esquerda, sem nenhuma crise política, embora com momentos de tensão política, sobretudo após os incêndios de 2017, que mataram mais de 100 pessoas. Aliás, os incêndios são para Marcelo Rebelo de Sousa um dos momentos mais difíceis da sua presidência.
No primeiro mandato, Marcelo celebrou a vitória da Seleção Nacional no Europeu de 2016. Fez várias visitas oficiais, incluindo aos Estados Unidos, em 2018, onde esteve reunido com o presidente norte-americano, Donald Trump, ou a Rússia onde esteve com o presidente russo, Vladimir Putin.
Marcelo Rebelo de Sousa deu mergulhos, foi a festas e festivais e bebeu a habitual ginjinha no Barreiro.
O último ano do seu primeiro mandato (2016 – 2021) ficou ainda marcado pela pandemia da Covid-19, que obrigou Portugal e o mundo a fechar-se em casa.
De recordar que Marcelo Rebelo de Sousa se voltou a candidatar a Belém em 2021 para um segundo mandato. Foi reeleito com 60,7% dos votos, novamente uma maioria absoluta, com o apoio de PSD e CDS-PP, numas presidenciais realizadas em plena pandemia de covid-19, em que o PS optou por não apoiar nenhum candidato, mas aprovou uma moção com “avaliação positiva” do seu primeiro mandato.
Marcelo despede-se amanhã, dia 9 de março, da Presidência da República, altura em que António José Seguro tomará posse, depois de ter vencido a segunda volta das eleições presidenciais.

