A vereadora do pelouro da Proteção Civil da Câmara de Almada, Francisca Parreira, afirmou que após um novo deslizamento de terras na Costa da Caparica, em Almada, “não há condições de estabilidade” para que as pessoas possam ficar nas suas casas.
“É importante dizer a verdade às pessoas. É o terceiro episódio que ocorre nesta área, nesta zona de arriba. A arriba está muita sensível, sujeita a imensa pressão e aquilo que verificámos em termos de perímetro de segurança – que foi entretanto alargado – é que não há condições de estabilidade desta arriba para que as pessoas possam aqui permanecer”, explicou, em declarações à RTP Notícias, na Costa da Caparica.
Questionada se todas as pessoas que vivem naquela zona terão de deixas as suas casas, a autarca referiu que sim. “Os técnicos estão no terreno a avaliar naturalmente a situação. Desde o dia 4 de fevereiro que a arriba fóssil na Costa da Caparica é avaliada ciclicamente”, disse.
Francisca Parreira referiu que as pessoas já foram retiradas “há muito”. “Se voltaram, isso foi um movimento voluntário que não deveria ter acontecido. As pessoas têm de ter a percepção de que estão em risco, que estão sujeitas ao perigo e este perímetro existe desde a primeira derrocada”, continuou.
Quanto a uma creche situada perto do perímetro de segurança, a presidente da Câmara adiantou que “foram dadas indicações que deveria encerrar”, notando que não tem informações de que o estabelecimento possa abrir amanhã, quarta-feira.
“O que é importante e fundamental é tranquilizar as pessoas e perceber que há equipas técnicas que estão todos os dias no terreno a avaliar o que se passa e que, de forma, preparada, vão permitindo às pessoas regressar [às casas] ou vão impedindo de regressar aos locais porque temos de salvaguardas as vidas humanas”, concluiu.
De recordar que, esta terça-feira, pelo menos 30 pessoas foram retiradas das suas habitações, na Costa da Caparica, depois de um deslizamento de terras, na sequência do mau tempo ter atingido três casas.
Fonte do município indicou à agência Lusa que, até cerca das 13h00, tinham sido evacuadas 17 frações de prédios situados nas proximidades das três casas soterradas devido à derrocada da arriba, obrigando à retirada de 30 pessoas.
Segundo a fonte da Câmara de Almada, 23 dos 30 moradores foram acolhidos pela autarquia, enquanto os restantes sete encontraram outras soluções de alojamento.
