[
Podcast
É um dos rostos mais populares da ficção televisiva, a par de um longo percurso nos palcos, em particular no Teatro Aberto, em Lisboa, onde aprendeu muito do que sabe, sob a batuta de João Lourenço. Ouçam-na nesta primeira parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas” de Bernardo Mendonça
Há dois anos, após uma separação e questionamentos pessoais, Ana Guiomar começou a fazer terapia, e revela ter ganho mais confiança e aprendido mais sobre empatia e a importância de dizer ‘não’. De gargalhada inconfundível, e apurado sentido de humor, a atriz Ana Guiomar está agora em cena na premiada comédia de enganos “Uma Ideia Genial”, até 17 de maio, no Teatro Maria Matos, em Lisboa, com encenação de Ricardo Neves-Neves.
Matilde Fieschi
Atriz dos sete costados – dramática, intensa e revisteira – Ana Guiomar começou muito nova a representar outras vidas, nas férias de verão, para não comprometer a escola. Primeiro em participações curtas em séries, e depois na série juvenil “Morangos com Açúcar” e, desde daí, nunca mais parou, tornando-se um dos rostos mais populares da nossa ficção.
A par dos mil e um papéis que tem feito em séries e novelas, como a popular Aida, em “Festa é Festa” (na TVI) , que teve mais de 1100 episódios no ar, o teatro tem sido o lugar onde Ana Guiomar tem explorado outras facetas suas enquanto atriz e recebido a formação que nunca chegou a fazer no Conservatório.
E, nesse campo, o Teatro Aberto (sob a batuta de João Lourenço), é para si como uma segunda casa, e uma escola, desde que integrou o elenco de “A Purga”, que lhe valeu a nomeação da SPA, em 2012, como melhor atriz de teatro.
Desde aí, integrou muitas outros espetáculos por lá, entre eles “Vénus de Vision” (onde foi novamente nomeada, desta vez para os Globos de Ouro) ou, mais recentemente “O Pai”; “Golpada” ou “Heisenberg – O Princípio da Incerteza”.
Matilde Fieschi
Ana Guiomar já confessou que adora representar para uma sala cheia de gente, mas que fica muito ‘agastada’ (palavra sua) com o processo. Embora não consiga ficar muito tempo sem voltar ao lugar que lhe permite mergulhar mais fundo nas histórias e nos conflitos e motivações das personagens. É o bicho do Teatro.
Curiosamente, Ana Guiomar afirma que adora ver casais de velhinhos de mão dada na plateia.
O que significa para Ana Guiomar estar em palco frente a uma plateia cheia de gente a aplaudir? Ou o que sente quando está a minutos de entrar em palco para uma estreia? É sempre um salto no vazio? Como lida com a hipótese da branca e da falha? Ou não há nervos que lhe peguem?
Estas perguntas são-lhe lançadas.
Matilde Fieschi
Desde que se tornou um rosto televisivo, uma certa imprensa não pára de a questionar sobre a forma e peso do seu corpo, sobre quando pensa ser mãe, quem é o atual namorado e outros mexericos de nariz enfiado no buraco da sua fechadura.
Ana Guiomar parece lidar bem com essa curiosidade, mas qual a linha que divide a atenção legítima e o excesso de abelhudice? Tudo isso faz parte do jogo mediático de quem é um rosto conhecido dos portugueses?
E qual o papel das redes sociais no meio de tudo isso? Funcionam como um travão da imprensa, ou promovem a cultura exposição? Ana Guiomar responde.
Foi através das redes sociais de Ana Guiomar, que soubemos que a atriz tem chorado de frio a caminho das aulas de ténis e que está de momento carregadinha de nódoas negras, dos ensaios fisicamente intensos da nova peça que está em cena (uma questão resolvida com arnica.) Fica a dica.
Matilde Fieschi
E, também nas redes, Ana Guiomar tem partilhado também nos últimos anos as suas criações culinárias no projeto “Mãe já não tenho sopa”, assim como o amor aos seus cães, que são parte da sua família, afirmando-se uma defensora ativa da adopção responsável e uma voz crítica ao negócio com cães e ao seu abandono sazonal.
Ana dá conta que considera a sua família nuclear o seu chão e que a sua grande causa é cuidar dos seus (e dos que estão à sua volta) porque acredita que, às vezes, mudar o mundo começa por cuidar daquilo e daqueles que estão ao nosso alcance.
Há dois anos Ana Guiomar começou a fazer terapia e a própria assume que esse processo levou-a a trabalhar a sua empatia de forma mais regular. Uma atriz que se descobre mais fundo na terapia, pode no limite representar melhor?
Matilde Fieschi
Nesta nova temporada, o genérico é agora assinado por A Garota Não. Os retratos são da autoria de Matilde Fieschi. E a sonoplastia deste podcast é de Francisco Marujo.
A segunda parte desta conversa fica disponível na manhã deste sábado.
