O Irão jura vingar os assassinatos de altos responsáveis do regime. A morte do ministro dos Serviços de Informações foi anunciada horas depois de Teerão ter confirmado as mortes do chefe da segurança nacional e do líder da milícia Basij.
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As cerimónias fúnebres do líder do conselho supremo de segurança nacional, Ali Larijani, atingido na casa da filha durante um raide aéreo israelita, do chefe da milícia Basij, Gholam-reza Soleimani e de outros membros do regime converteu-se num ato de protesto.
Horas depois do regime iraniano ter admitido a morte de Larijani, Isreal anunciou ter eliminado o ministro dos serviços de informações.
Um novo golpe na liderança iraniana, que Telavive e Washington tentam decapitar.
A lista de alvos a abater não se limita aos altos responsáveis iranianos.
As forças de defesa de Israel confirmam que depois de eliminarem o comandante da Basij têm atacado posições milícia paramilitar em Teerão.
No rescaldo dos ataques aéreos israelitas e norte-americanos, as imagens de destruição não são o único reflexo da violência infligida às populações.
Anita, de 4 anos, e o irmão Artim, de 14, foram resgatados dos escombros do prédio onde viviam atingido por um míssil. Na unidade de cuidados intensivos, Zeiba, a mãe, implora para que a filha acorde. A criança está em coma e os médicos dizem que é improvável que recupere.
A escalada do conflito tem ultrapassado barreiras até agora preservadas. Esta quarta feira, foram levados a cabo os primeiros ataques contra a infraestrutura energética iraniana. O campo de South Pars, o maior campo de gás natural do mundo terá sido atingido. Teerão promete reciprocidade.
Também a central nuclear iraniana de Bushehr terá sido atingida por um projétil.
