Há uma polémica a envolver a antiga diretora do Museu do Aljube, em Lisboa. Rita Rato deixou o cargo no mês passado, depois de seis anos em funções, para ser agora técnica superior do mesmo museu.
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Mas levanta muitas dúvidas a passagem de Rita Rato para os quadros da empresa municipal EGEAC há cinco anos. Deputada do PCP durante 10 anos, Rita Rato deixou a Assembleia da República em 2019.
Candidatou-se depois a uma vaga na EGEAC, a empresa que gere os equipamentos culturais da Câmara Municipal de Lisboa.
E, apesar de não ter currículo académico e profissional em História ou Museologia, acabou por ser a escolhida para dirigir o Museu do Aljube.
Iniciou funções em comissão de serviço, mas, um ano depois, entrou nos quadros, num processo de contratação que demorou apenas dois dias e que, segundo conta agora a revista Sábado, não passou pelo Conselho de Administração.
Contactada pela SIC, a então responsável pela decisão nega qualquer irregularidade.
Joana Gomes Cardoso garante que tinha competência suficiente para aprovar a contratação. Dá ainda como exemplo a nomeação de outras duas dirigentes, na mesma altura e da mesma forma.
Ana Rita Osório, atual diretora do Teatro São Luiz, e Clara Riso, da Casa Fernando Pessoa.
Há um mês, depois de seis anos na direção, Rita Rato não foi reconduzida à frente do Museu do Aljube, mas manteve-se como técnica superior do mesmo organismo, mantendo assim o vínculo à função pública.
Contactada pela SIC, não aceitou prestar declarações.
