Cultura

António Guterres sugere que tanto EUA e Israel como o Irão podem ter cometido crimes de guerra


Ataques Irão

O secretário-geral das Nações Unidas afirmou que os ataques a infraestruturas energéticas são exemplos de crimes de guerra que os Estados Unidos, Israel e o Irão podem ter cometido. António Guterres insinua que Israel arrastou os EUA para o conflito e que cabe a Washington pôr fim à guerra.

Adam Gray

“Se houver ataques contra o Irão ou lançados a partir do Irão contra infraestruturas energéticas, penso que há motivos razoáveis para considerar que esses ataques poderão constituir um crime de guerra”, disse António Guterres em entrevista ao jornal Politico.

“Não vejo qualquer diferença. Não importa quem ataca civis. É totalmente inaceitável”, acrescentou Guterres.

O secretário-geral da ONU considera que os Estados Unidos foram arrastados por Israel para o conflito e que o cessar-fogo está nas mãos de Donald Trump.

Neste sentido, Guterres lança um pedido ao presidente norte-americano para convencer Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, a terminar os ataques ao Irão.

“A guerra tem de acabar (…) e acredito que está nas mãos dos EUA fazer com que isso aconteça. É possível [pôr fim à guerra], mas depende da vontade política para o fazer”, afirmou Guterres à apresentadora Anne McElvoy num episódio do podcast “EU Confidential”, publicado na manhã desta sexta-feira.

Até ao momento, nem os EUA nem Israel reagiram às declarações do líder da ONU, que considera que Israel tem como estratégia a destruição total da capacidade militar do Irão e uma mudança de regime.

“Estou convencido de que Israel, como estratégia, pretende alcançar a destruição total da capacidade militar do Irão e uma mudança de regime. E acredito que o Irão tem uma estratégia, que consiste em resistir o máximo de tempo possível e causar o máximo de danos possível. Portanto, a chave para resolver o problema é que os EUA decidam afirmar que cumpriram a sua missão.”

“O presidente Trump será capaz de convencer (…) aqueles que precisam de ser convencidos de que o trabalho está feito. Que o trabalho pode terminar”, acrescentou António Guterres.



SIC Noticias

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