A situação é particularmente difícil para os idosos como Maria José, que vive em Carraminheira, Ferreira do Zêzere, dependendo de uma lanterna para iluminação. Sem previsão para o regresso da eletricidade, quem vive isolado conta com o apoio da GNR e de serviços de apoio domiciliário.

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Os efeitos das tempestades ainda são visíveis quase por todo o país. Há casas destruídas, empresas inoperacionais e dezenas de pessoas continuam sem luz e sem rede, algumas há mais de 20 dias. A rotina foi retomando, mas, principalmente, para os idosos o último mês tem sido um desafio.
É a pequena lanterna a pilhas que tem sido o único foco de luz para que Maria José continue a enfrentar as noites sozinha. Há mais de 20 dias que está sem energia elétrica.
Aos 86 anos, o fogão a gás tem facilitado a rotina, apesar de receber as refeições através do apoio domiciliário.
Nesta e em tantas outras casas em Carraminheira, Ferreira do Zêzere, ainda não há previsão para o regresso da luz.
Maria José é um dos rostos de um Portugal profundo, que parece tão distante, mas está a poucos quilómetros dos centros urbanos. Mesmo assim, tantas vezes fica esquecido e, por isso, carrega no pulso um alarme para o socorro, caso precise.
Em várias localidades, por todo o país, o patrulhamento de proximidade da GNR é uma garantia de segurança.
Pela frente tudo indica que estão meses de alguma incerteza sem indicação de quando, ou como, é que a luz vai voltar para todos.
Resta a dezenas de pessoas esperar.
