Agronegócio

APBA Denuncia Desconhecimento da Greenpeace sobre o Alentejo e Repudia Ativismo Jornalístico contra o Regadio


A APBA Associação de Proprietários e Beneficiários do Alqueva, vem publicamente manifestar o seu mais firme repúdio face à campanha de desinformação movida contra o setor agrícola do Baixo Alentejo, consubstanciada na peça publicada pelo jornal Público (27 de fevereiro).

A APBA denuncia a proposta de uma “moratória” ao olival moderno como um ato de irresponsabilidade económica e técnica, promovido por uma organização recém-chegada e amplificado por um jornalismo que abdicou da isenção necessária.

  1. Greenpeace Portugal: Uma Estrutura Recente e Alheia ao Terreno A APBA sublinha que a Greenpeace Portugal é uma organização de constituição muito recente (2024/2025), operando a partir de escritórios em Lisboa e carecendo de qualquer conhecimento real do território alentejano.

    • Ativismo de Gabinete: As exigências desta ONG baseiam-se em modelos teóricos e dogmas ideológicos que ignoram a complexidade do ecossistema de Alqueva. Quem nunca sentiu o pulso à terra nem acompanhou a evolução do regadio nas últimas décadas não tem legitimidade para ditar moratórias que bloqueiam a subsistência de quem aqui vive e trabalha.

    • Xenofobia Económica: A tentativa de diabolizar investimentos através da menção populista a fundos canadianos ou instituições religiosas é um recurso deplorável. Este capital está fixado no Alentejo sob a forma de tecnologia, árvores e infraestruturas que garantem a soberania alimentar e geram impostos locais.

  2. O Alentejo como Mosaico: Beleza, Diversidade e Inovação Ao contrário da narrativa de “deserto verde”, o regadio de Alqueva que abrange cerca de 130.000 hectares integra-se num mosaico agrícola vivo e diversificado. O olival moderno em sebe (SHD) coexiste harmoniosamente com as culturas de sequeiro, áreas de regadio tradicionais e zonas de conservação. O Alentejo continua lindo e diverso, mas é agora mais resiliente à seca. O olival SHD é, comprovadamente, um dos modelos mais eficientes do mundo na gestão da água e um poderoso sumidouro de carbono.

  3. O Ativismo Jornalístico de Carlos Dias A APBA lamenta que o jornalista Carlos Dias, natural e residente em Beja, utilize a sua plataforma no jornal Público para servir de porta-voz a agendas externas que prejudicam a sua própria região.

    • Falta de Isenção: Pela segunda vez em poucos dias, o referido jornalista abdica do rigor informativo para promover visões radicais, omitindo o contraditório e ignorando os dados de sucesso económico e ambiental do setor. Este “nativismo hostil” de quem escreve contra o progresso da sua casa é um desserviço à verdade e ao Alentejo.

Citação do Presidente da APBA:

“Não aceitaremos que o futuro de 130 mil hectares de regadio seja hipotecado por uma organização lisboeta recém-formada que desconhece a realidade do nosso terreno, ou por quem, vivendo em Beja, prefere o ativismo ao jornalismo. O Alentejo de hoje é um mosaico de inovação onde o olival moderno protege a terra e fixa pessoas. O regadio não é o problema; é a solução que salvou esta região do abandono e da desertificação.”

A APBA informa que apresentará uma exposição formal ao Provedor do Leitor do jornal Público, denunciando a reiterada falta de equilíbrio e o desrespeito pelas normas deontológicas da profissão por parte do referido jornalista.

Fonte: APBA 



AgroPortal

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