A APORMOR defende a adoção de medidas adicionais de biossegurança para a espécie bovina, num contexto de aumento da atividade dos vetores transmissores com a entrada na primavera e de preocupação com doenças emergentes, em particular a Dermatose Nodular Contagiosa (DNC).
De acordo com o comunicado de imprensa, a Associação questiona também a ausência de identificação eletrónica obrigatória nos bovinos, ao contrário do que acontece nos ovinos.
 
Segundo a APORMOR, a DNC, classificada pela União Europeia no nível A, obriga ao abate total do efetivo de uma exploração em caso de aparecimento da doença. A Associação considera esta medida “completamente desproporcionada”, mas sublinha que é o regime atualmente em vigor.
Perante este enquadramento, a organização diz não poder “ficar passivos esperando que nada de grave aconteça” e refere que estão a ser estudadas, pelas autoridades competentes, medidas de biossegurança a implementar nas explorações. Ainda assim, manifesta dúvidas de que a identificação eletrónica obrigatória por bolo reticular nos bovinos venha a ser contemplada nessas medidas.
 
Para a APORMOR, esta identificação é uma das ferramentas mais relevantes, não apenas do ponto de vista sanitário, mas também como forma de desincentivar roubos e evitar trocas de identificação.
A Associação rejeita também a hipótese de suspensão de feiras e leilões, argumentando que essa solução agravaria os riscos sanitários e comerciais.
 
Segundo a APORMOR, os animais continuarão a sair das explorações e é à entrada dos parques onde decorrem estes eventos que o controlo pode ser realizado com eficácia. Caso contrário, considera que poderá verificar-se “um retrocesso de 30 anos, tanto a nível sanitário como comercial, com a circulação constante dos compradores de exploração em exploração”.
Neste contexto, a APORMOR anuncia que está a analisar medidas a implementar até serem conhecidas orientações oficiais das autoridades competentes. Entre essas medidas está o estímulo à identificação eletrónica por bolo reticular nos bovinos dos associados, com um apoio financeiro superior ao acréscimo de custo inerente.
 
A associação adianta ainda que, no caso de não sócios, os animais assim identificados que sejam apresentados nos leilões da APORMOR também terão um prémio superior ao custo acrescido da identificação. Além disso, à entrada no parque, todos os animais passarão a ser alvo de desinsetização por pulverização.
De acordo com a organização, estas medidas poderão vir a ser reforçadas ou anuladas, consoante a evolução da situação e as decisões das autoridades competentes.
