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Após não obter lugar no Parlamento húngaro, direção da Coligação Democrática demite-se


Europa

A presidente do partido social-liberal da Hungria, a Coligação Democrática (DK), demitiu-se, nesta segunda-feira, devido aos resultados nas eleições legislativas de domingo, que não permitiram obter nenhum assento no parlamento.

Klara Dobrev, presidente do partido social-liberal da Hungria, a Coligação Democrática (DK), a 16 de maio de 2019

Klara Dobrev, presidente do partido social-liberal da Hungria, a Coligação Democrática (DK), a 16 de maio de 2019

Tamas Kovacs / AP

A demissão, divulgada nesta segunda-feira por Klára Dobrev, abrange toda a direção do partido.

Explicando a decisão com a necessidade de “assumir responsabilidade pelo fracasso” nas legislativas, tendo ficado abaixo dos 5% de votos obrigatórios para ter lugar no parlamento, a presidente cessante do DK garantiu não estar arrependida do seu percurso à frente do partido, alegando que sempre representou o povo de esquerda.

Klára Dobrev felicitou o Partido Tisza (de centro-direita) e o seu líder, Péter Magyar, pela vitória nas eleições, sublinhando que o vencedor vai ter agora de provar que está a construir uma democracia real.

O conservador pró-europeu Péter Magyar venceu as eleições da Hungria, derrotando o ultranacionalista pró-russo Viktor Orbán, depois de 16 anos de poder.

De acordo com os dados oficiais, o partido Tisza conquistou 138 dos 199 lugares do hemiciclo, com 53,56% dos votos, contra 55 lugares e 37,86% dos votos do partido Fidesz, de Viktor Orbán.

Estes resultados resultam numa viragem do país à direita, com o Tisza a obter uma “super maioria”, ou seja, mais de dois terços dos deputados húngaros, o que lhe permitirá alterar a Constituição.



SIC Noticias

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