As cerimónias fúnebres de António Lobo Antunes realizaram-se este sábado na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Família e amigos disseram o último adeus a um dos nomes maiores da literatura portuguesa.
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À medida a que hora da missa se aproximava, chegavam à igreja do Mosteiro dos Jerónimos aqueles que se quiseram despedir de António Lobo Antunes. Da política às artes, dos amigos à família todos prestaram uma última homenagem.
Personalidades como o Presidente da República, a ministra da Cultura, Juventude e do Desporto, o presidente da Câmara de Lisboa, mas também outros nomes como Manuela Ramalho Eanes, Maria Rueff, Daniel Sampaio, Francisco Louçã e o escritor Afonso Reis Cabral marcaram presença.
“Não tenho palavras que honrem toda a importância que António Lobo Antunes teve para mim, pessoalmente. Ele foi médico psiquiatra do meu pai. Portanto, aquele livro, ‘Memória de Elefante’, salvou-me. Tive o privilégio de lhe dizer isto mesmo, de lhe agradecer. Como portuguesa… acabamos de perder um dos melhores escritores do mundo, não é só português, do mundo! Pessoalmente tenho-lhe uma gratidão enorme!”, disse Maria Rueff à SIC num testemunho emocionado.
Natural de Lisboa, António Lobo Antunes tinha o Benfica como grande paixão. Na hora da despedida, saiu ao som do hino do clube, que tantas vezes entoou e que foi tocado ao vivo e cantado, também, pela família.
O escritor é um dos nomes maiores da literatura portuguesa contemporânea. Com uma obra profundamente marcada pela experiência que teve na Guerra Colonial, foi autor de mais de 30 romances. Morreu na passada quinta-feira, aos 83 anos.
