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As celebrações da Páscoa pelo mundo: de Jerusalém quase deserta aos milhares de fiéis em Espanha

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A guerra no Médio Oriente afetou a forma como os cristãos de todo o mundo começaram este ano as celebrações da Páscoa. Fica o aviso para a violência de algumas das imagens que se seguem.

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A cidade santa de Jerusalém é o epicentro histórico e geográfico dos acontecimentos que fundamentam o cristianismo. É uma cidade deserta por estes dias, por ordem de Israel e por questões de segurança, motivadas pelo medo das retaliações contra os ataques israelitas no Líbano e no Irão.

Onde se devia celebrar a Última Ceia, a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, há uma forte presença militar, e os rituais são praticados por um número muito restrito de clérigos e fiéis.

É um contraste imenso com a procissão de “La Madrugá”, que levou multidões a Sevilha para testemunhar uma tradição espanhola com mais de 700 anos. Chora-se a condenação de Jesus pelos pecados do mundo e as dores da mãe virgem na véspera da crucificação, uma cena encarnada por vários atores na Alemanha ou vivida na pele pelo fanatismo das crucificações reais nas Filipinas.

Na Guatemala, o peso que Jesus carregou de forma simbólica ao arrastar a cruz é partilhado por dezenas de homens que carregam um gigantesco altar pelas ruas de Antigua. Uma caminhada de penitência que culmina no domingo com a celebração da Ressurreição.

E é esse o valor simbólico da pequena cerimónia em frente à catedral parisiense de Notre-Dame, uma igreja ressuscitada depois da morte pelas chamas, uma celebração simbólica do fundamento cristão de que toda a morte significa renascimento.



SIC Noticias

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