Uma igreja da ilha de São Miguel, nos Açores, foi alvo de um furto, durante o fim de semana. Os ladrões levaram a imagem de uma santa, tendo o alerta sido dado às autoridades este domingo, 15 de fevereiro.
Através das redes sociais e do seu blog, a paróquia deu conta à população do que aconteceu.
“A imagem de Santa Cecília, padroeira dos músicos, desapareceu da Igreja de Sant’Ana, nas Furnas”, começam por revelar, acrescentando que a escultura em questão é de madeira esculpida, policromada a óleo com douramentos, um “resplendor em prata” e mede aproximadamente 50 centímetros.
A peça, do século XX, encontrava-se exposta aos fiéis no altar principal do templo, junto à padroeira Sant’Ana e foi daí que a retiraram.
Conta ainda a paróquia que, em 2013, a imagem foi alvo de uma intervenção de conservação e restauro realizada por Domingos Rodrigues Silva, em Braga.
O desaparecimento da peça está a ser tratado com preocupação pela comunidade paroquial. O administrador paroquial, o padre Valter Correia, lamentou profundamente a situação, classificando o sucedido como “um ato grave que fere não apenas o património religioso, mas também o sentimento e a identidade da comunidade”.
Também a Comissão de Festas já manifestou consternação quanto à situação, sublinhando que “a imagem possui um valor incalculável para a igreja e para todos os fiéis, não apenas pelo seu valor material, mas sobretudo pelo seu significado espiritual e cultural”.
Após receber a denúncia do furto, a PSP procedeu à recolha inicial de informações no interior da igreja e encontra-se agora a investigar as circunstâncias do desaparecimento.
A paróquia apela a que qualquer informação relevante seja comunicada às autoridades, reforçando a esperança de que a imagem possa ser recuperada com brevidade.
Internautas revoltados com furto. “Nem os santos escapam”
Na publicação da paróquia, muitos são os internautas revoltados com o furto. Uns notam que a imagem terá sido levada apenas por causa do “resplendor em prata”.
Já outros realçam que tem ocorrido muitos furtos na ilha de São Miguel – muitas vezes associados ao consumo de estupefacientes – e que “nem os santos escapam”.
“Estamos em tempos que nada tem a ver com o tempo em que fomos criados. A igreja tem de se precaver em termos de segurança como já acontece em outros lugares onde câmaras e alarmes ligados diretamente à polícia ou empresas de segurança. Fechar a igreja é a pior das soluções porque pode haver um arrombamento, o que piora a situação. Deus permita que a imagem seja recuperada”, escreve outro internauta.
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