O tema desta quarta-feira no Senado norte-americano foi “Ameaças Globais aos Estados Unidos”. Durante a sessão, alguns senadores quiseram saber se a diretora dos serviços secretos dos Estados Unidos tinha informado Donald Trump que estava iminente um ataque nuclear por parte do Irão, como o próprio Presidente tem vindo a afirmar.

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A responsável pelas secretas dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, foi ouvida esta quarta-feira no Senado, onde garantiu que a inteligência norte-americana verificou que o Irão mantinha “a intenção de reconstruir e continuar a expandir a capacidade de enriquecimento nuclear”. No entanto, questionada sobre o quão iminente estaria um ataque do regime de Teerão, a diretora admitiu que a avaliação do nível de ameaça só pode ser feita pelo Presidente.
Sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz por parte do Irão, que continua a ser uma das principais preocupações a nível global, a diretora dos Serviços Secretos recusou-se a adiantar detalhes sobre eventuais soluções.
“Não divulguei, nem divulgarei conversas internas. Posso afirmar que os membros da comunidade de informações continuam a fornecer ao Presidente as melhores informações objetivas disponíveis para fundamentar as suas decisões“, sublinhou.
Recorde-se que é pelo estreito de Ormuz que passa uma parte do comércio mundial e uma fatia significativa do transporte de petróleo e gás. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, já garantiu que os aliados estão a trabalhar em conjunto para perceberem qual é a melhor forma de agir perante o bloqueio iraniano. Os países da Aliança Atlântica foram apanhados de surpresa pela intervenção militar de Donald Trump contra o regime de Teerão. O chanceler alemão, Friedrich Merz, critica os Estados Unidos por não terem consultado os países europeus, cuja ajuda considerou “desnecessária”.
A operação no Médio Oriente não tem causado apenas desconforto externo. O diretor do Centro Contra o Terrorismo dos Estados Unidos, Joe Kent, apresentou esta quarta-feira a demissão por considerar que os Estados Unidos só atacaram o Irão por pressão de Israel e sem que o país seja a ameaça descrita pelo Presidente.
