Os bombardeamentos israelitas contra zonas controladas pelo Hezbollah provocaram êxodo de famílias à procura de abrigos seguros.
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Explosões sucessivas de ataques israelitas acordaram Beirute ainda de madrugada e levaram centenas de pessoas a abandonar os subúrbios do sul da cidade. Muitas refugiaram-se na orla marítima da capital libanesa, depois de ataques israelitas que deixaram dezenas de mortos e um número elevado de feridos, segundo as autoridades locais.
O som das explosões começou pouco depois das 2h40. Em poucos minutos, ruas inteiras dos subúrbios do sul de Beirute encheram-se de pessoas em fuga. Algumas saíram a pé, outras conseguiram meter-se no carro à pressa, levando apenas o essencial.
Na orla marítima da capital libanesa, famílias inteiras passaram o resto da madrugada sentadas no chão, com sacos de roupa e crianças ao colo a aguardar por um sítio seguro para se abrigarem.
Ataques durante a madrugada
Os bombardeamentos israelitas atingiram zonas controladas pelo Hezbollah, movimento xiita libanês apoiado por Teerão. A agência estatal National News Agency fala em 31 de mortos e centenas de feridos, num balanço ainda provisório.
As autoridades israelitas afirmam que os alvos eram infraestruturas e membros do Hezbollah, que dizem ter atingido. Nas horas anteriores, o movimento libanês anunciara o lançamento de mísseis e drones contra Israel, classificando a ação como resposta ao assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
A nova vaga de violência surge num contexto de crescente tensão no Médio Oriente. Depois de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2024, os confrontos reacenderam-se e intensificaram-se após os ataques de Washington e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.
A instabilidade já se faz sentir além das fronteiras do Líbano, com impactos nos mercados energéticos e no tráfego aéreo regional.
