“Cuidado com a Lagarta do Pinheiro”! O alerta foi reforçado, no domingo, dia 9 de março, pela Polícia de Segurança Pública (PSP), através de uma publicação colocada nas redes sociais, tendo em conta que, “com a chegada dos dias mais amenos, é comum observar a Lagarta do Pinheiro a deslocar-se em fila nos passeios, jardins e zonas florestais”.
Sabe o que deve fazer (e o que não fazer)? E que ações tomar em caso de contacto?
A PSP começa por vincar, no post, que há a necessidade de ter “atenção redobrada em zonas de pinhal”. Nestas, salienta, “evite aproximar-se de ninhos (parecem ‘bolas’ brancas nas copas dos pinheiros).
Deverá ainda ter “cuidado com lagartas em fila no chão – é o comportamento típico da espécie”, frisa a PSP, acrescentando: “Não permita que crianças ou animais se aproximem, mesmo que pareçam inofensivas”.
Outro dos pontos (fundamentais) a ter em conta prende-se com os animais: Deverá mantê-los “sempre controlados”.
A força de segurança relembra, na publicação, que, em áreas de risco, é prioritário “manter os cães pela trela”, evitando que “cheirem, lambam ou brinquem com algo no solo em pinhais”.
O contacto com a lagarta do pinheiro “pode provocar necrose da língua e complicações graves em poucos minutos”.
E o que não fazer?
- Não tocar;
- Não pisar;
- Não varrer (os pelos dispersam-se facilmente no ar);
- Não tentar remover os ninhos por conta própria.
Mas, e em caso de contacto? Há conselhos para pessoas e animais
No post, a Polícia de Segurança Pública deixou também conselhos sobre o que fazer em caso de contacto, tanto no caso de pessoas como de animais -, uma vez que os cuidados serão diferenciados.
Pessoas:
- Lavar imediatamente com água corrente abundante (sem esfregar);
- Remover pelos com fita adesiva;
- Em caso de sintomas intensos (dificuldade respiratória, reação alérgica forte, contacto ocular) deve procurar assistência médica urgente.
Animais:
- Lavar a zona com água abundante (com cuidado para não se expor);
- Impedir que o animal lamba a área;
- Procurar rapidamente o veterinário.
Por fim, é fundamental ter em mente que as lagartas do pinheiro “parecem inofensivas, mas funcionam como ‘armadilhas biológicas’ cheias de micro-agulhas tóxicas”. “Distância é proteção”, conclui a PSP.
