Portugal

Aterrou em Lisboa o terceiro (e último) voo militar de repatriamento


Já aterrou em Lisboa o C-130 da Força Aérea que transportou um grupo de portugueses que estava retido no Qatar. A aeronave transportava 61 passageiros, entre os quais 54 portugueses.

“Este é o terceiro voo que fazemos de repatriamento; à priori não estamos a organizar mais nenhum, estamos a acompanhar a evolução da situação no terreno nos próximos dias”, explicou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que estava no aeroporto de Figo Maduro para receber os cidadãos nacionais.

O grupo partiu de Doha, no Qatar, no domingo, e fez uma viagem de cerca de 10 horas de autocarro até Riade, na Arábia Saudita, onde os esperava o avião da Força Aérea com destino a Lisboa.

Seguiu-se outras 10 horas, com escala em Creta, na Grécia. O voo de repatriamento aterrou depois em Lisboa cerca das 5h45.

“Vai ser possível, para alguma pessoa que ainda não tenha vindo, nós vamos conseguir colocá-las nestes voos comerciais”, explicou Emídio Sousa. “Nós vamos estar muito atentos nos próximos dias.”

“Quem ficou, também optou por ficar. Há muita gente que trabalha naquelas zonas, que está lá a viver, nos múltiplos contactos que os nossos serviços têm feito, as pessoas sentem-se seguras, o que me dizem é que o sistema de defesa aéreo desses países funciona muito bem”, acrescentou.

Luís Miguel Fernandes está entre um grupo de mais de 50 portugueses que ficaram retidos no Qatar devido ao início do ataque ao Irão. Há uma semana sem mala, tudo o que a embaixada lhes propôs foi o transporte terrestre para Riade sem garantias de segurança. Depois, portugueses ficam por sua conta e têm de comprar voo comercial de regresso.

Tomásia Sousa | 14:40 – 06/03/2026



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