Sem acordo entre os Estados Unidos e o Irão, o preço do petróleo deve voltar a subir amanhã, o que não interfere com a descida dos combustíveis, prevista também para amanhã, porque essa atualização é feita com base nos valores da semana passada. Contudo, pode significar o início de um novo ciclo de aumentos e contribui para a cada vez mais provável subida das taxas de juro.
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Se no primeiro mês do conflito existia nos mercados a expectativa de que a guerra terminaria em breve e que o impacto na economia mundial apesar de agressivo seria temporário, agora os investidores parecem cada vez mais convencidos de que não será assim tão fácil.
Primeiro porque apesar do cessar fogo não há sinais de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão e as ameaças de novos ataques mantêm-se.
E depois porque a destruição das infraestruturas energéticas no Médio Oriente e o bloqueio no Estreito de Ormuz estão a levar a uma quebra na produção e no abastecimento que vai demorar meses a resolver, mesmo que a guerra terminasse agora.
O anúncio de negociações falhadas este fim de semana deve refletir-se nos mercados já na segunda-feira.
Depois da maior queda no preço do petróleo em 35 anos a meio da última semana, a próxima deve arrancar com nova subida.
Se continuar assim, é provável que no final do mês os juros voltem a subir. Um cenário que está cada vez mais próximo. A euribor a 12 meses deve chegar aos 3 por cento já na próxima semana.
