O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, explicou, esta terça-feira, em entrevista à Rádio Observador que a “autorização condicional” dos EUA, para usar a Base das Lajes, nos Açores, foi pedida na passada sexta-feira, numa altura em que “não havia nenhum conflito”, apesar de muitos meios de comunicação social (e não só) falarem da iminência de um ataque.
“O que se aplicou até sexta-feira foi um regime de autorização anual permanente e de autorizações tácitas, nesse momento não havia nenhum conflito, não houve nenhum pedido para um conflito”, garantiu o governante, realçando que, na altura, “não havia nenhuma certeza” sobre o que se veio a seguir.
Questionado sobre o facto de já se falar disso, Paulo Rangel sublinhou que “o Governo não anda a reboque de todo e qualquer comentário que acontece na rádio, televisão, na blogosfera”.
“Na sexta veio esse pedido. O Governo fez uma consulta ao Presidente da República, pôs a par o Presidente da República eleito e os líderes da oposição sobre a posição que pensava tomar”, reiterou.
Paulo Rangel assegurou ainda que “não houve envolvimento da base das Lajes” no conflito.
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