Nasceu mais um bebé numa ambulância a caminho do hospital, em Montemor-o-Novo. O destino era a unidade de Évora, uma vez que a urgência de obstetrícia de Santarém apresentava constrangimentos.

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Já passava das quatro da manhã desta sexta-feira quando a mulher, com 39 semanas de gestação, pediu socorro por estar com contrações. Os bombeiros municipais de Coruche responderam à chamada.
Com parto iminente, o hospital de referência seria o de Santarém, a 47 km (cerca de 40 minutos), mas as urgências de obstetrícia estavam com constrangimentos desde quinta-feira e não recebiam a grávida. O hospital de Vila Franca de Xira já não oferece este serviço, e a alternativa seria a urgência regional no Beatriz Ângelo, em Loures, a cerca de 80 km, ou seja, uma hora de viagem.
O Centro de Orientação de Doentes Urgentes decidiu que o destino seria o Hospital do Espírito Santo, em Évora, cerca de 80 km de distância, mas Santiago acabou por nascer junto à A6, entre Montemor-o-Novo e Évora, durante o transporte.
Desde janeiro, já nasceram mais de dez bebés fora dos hospitais, tendência que tem vindo a subir.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, em visita às obras do hospital de Évora, manifestou preocupação com os partos fora das maternidades, principalmente os domiciliares.
“O ideal, obviamente, é que as senhoras vão para as maternidades, porque é lá que têm segurança. Essa é a razão pela qual estamos a tomar esta medida. Queremos evitar a todo o custo desfechos fatais, por isso dizemos a todas as grávidas neste país: venham ter com o Serviço Nacional de Saúde. Nós estamos aqui para vos receber e acompanhar”, afirmou a ministra.
Em 2025, foram registados mais de 270 partos em contexto pré-hospitalar, sobretudo nas regiões de Lisboa e do Centro do país.
