Portugal

Bebé nasce em ambulância dos Bombeiros Voluntários de Tondela


Uma bebé nasceu numa ambulância dos Bombeiros Voluntários de Tondela após a corporação ter sido acionada para um “parto iminente”, na freguesia de Lajeosa do Dão, na passada terça-feira, 7 de abril.

“No dia 7 de abril, pelas 15h56, fomos acionados para uma grávida, na freguesia de Lajeosa do Dão. No decorrer da operação de socorro e estando o parto iminente, o bebé nasceu dentro da nossa ambulância”, lê-se numa publicação na página de Facebook dos Bombeiros Voluntários de Tondela.

Após o nascimento, chegou a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER, que garantiu “o acompanhamento até ao Centro Hospitalar Tondela-Viseu”.

“Os Bombeiros Voluntários de Tondela desejam as maiores felicidades à família”, frisou a corporação.

Ao Diário de Viseu, o pai da bebé, chamada Beatriz, contou que a mulher “começou a sentir algumas dores” durante a madrugada de terça-feira e, “ao início da tarde, as águas rebentaram”. 

Decidiu, então, ligar ao 112 e os Bombeiros Voluntários de Tondela chegaram em poucos minutos para transportar a mulher para o hospital. No entanto, a pequena Beatriz tinha outros planos. 

“Enquanto faziam o transporte, os operacionais tiveram de interromper a viagem e realizar o parto dentro da ambulância, mesmo antes da chegada do INEM”, relatou o comandante da corporação ao Diário de Viseu. 

Partos em ambulâncias mais do que duplicaram em 2025

Só em 2025 nasceram, pelo menos, 60 bebés em ambulâncias em Portugal. Trata-se de um aumento de 114%, uma vez que em 2024 tinham sido registados 28 partos nestas circunstâncias, segundo dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) enviados ao Público. Há ainda registo de 23 partos na via pública.

Do total de partos em ambulâncias e na via pública, quase metade (36) ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Em janeiro, contudo, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendeu que o número de partos fora dos hospitais, em Portugal, é semelhante ao da última década, ocorrendo a maior parte no domicílio.

“Os números são semelhantes aos últimos anos, com exceção da pandemia em que houve mais partos extra-hospitalares, pelas razões que se compreendem. Portanto, não há nenhuma grande alteração relativamente ao número de partos extra-hospitalares. Ou seja, o número é sensivelmente o mesmo da última década”, disse a ministra após ter participado na conferência “Futuro da Saúde na Europa”, no Porto.

Segundo Ana Paula Martins, “a maior parte dos partos extra-hospitalares não ocorre na via pública, felizmente, e nem ocorre nas ambulâncias. Ocorre no domicílio”, acrescentando que, por essa razão, “o INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] acaba por ser chamado para poder resolver situações que se complicam”.

E em 2026?

Só este ano já nasceram cerca de 20 bebés em ambulâncias, os últimos dos quais em Camarate,  Vila Franca de Xira e Elvas. No entanto, o número poderá ser maior, uma vez que nem todas as corporações divulgam estas ocorrências. 

O antigo bastonário Miguel Guimarães defendeu que, muitas vezes, as grávidas alertam tarde de mais e, por isso, há mais partos em ambulâncias. O vice-presidente da bancada do PSD defendeu, ainda, Luís Montenegro no caso do vídeo sem cinto de segurança.

Lusa | 18:51 – 08/04/2026



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