Economia

Bélgica assinala 10 anos dos ataques ao aeroporto e metro de Bruxelas

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Europa

Dez anos depois dos ataques terroristas, a Bélgica recorda um dos dias mais sombrios da sua história. Este domingo houve cerimónias de homenagem, mas também um alerta de que a ameaça terrorista se mantém.

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O silêncio tomou o lugar do caos em Bruxelas, com as cerimónias a decorrer à mesma hora em que ocorreram os ataques. Coube ao rei Filipe da Bélgica prestar homenagem às vítimas.

“Hoje estamos aqui por vós. Estamos aqui para honrar a vossa coragem, dar voz aos que não a têm e afirmar que o nosso país nunca esquecerá. Acredito na resiliência do nosso povo, na força das nossas instituições e no futuro pacífico e brilhante que só podemos construir juntos”, afirmou o rei.

A 22 de março de 2016, o aeroporto e o metro de Bruxelas foram alvo de ataques terroristas que provocaram a morte de 32 pessoas e feriram mais de 300, deixando o país profundamente traumatizado.

“Estes dez anos marcaram as nossas vidas de forma indelével. Para alguns, as feridas ainda estão a sarar. Para outros, tornaram-se cicatrizes que por vezes reabrem. É uma jornada para toda a vida. Não seguimos em frente, aprendemos dia a dia a carregar com isto. E ainda assim, dentro do que suportámos, há uma força que não conhecíamos antes, uma força silenciosa e inquebrável”, disse Philippe Vansteenkiste, diretor da organização de defesa das vítimas.

A ameaça do terrorismo na Europa mantém-se e ganha nova atualidade no contexto da guerra no Médio Oriente. Tal como nos atentados em Paris ocorridos meses antes, também os ataques de Bruxelas foram reivindicados pelo Estado Islâmico.

Em 2023, seis homens foram acusados, com penas que vão dos 20 anos de prisão até à prisão perpétua.



SIC Noticias

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