O bloqueio no Congresso está a paralisar os aeroportos norte-americanos. Por causa da falta de verbas, milhares de agentes estão a trabalhar sem salário e as filas de espera chegam às quatro horas.
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Donald Trump admite um possível acordo para pôr fim à paralisação, mas, por enquanto, o braço de ferro entre republicanos e democratas mantém-se.
Não é um feriado, não é uma data festiva, nem o início das férias de verão. É por estes dias o novo normal nos aeroportos dos Estados Unidos. Estas imagens chegam de Houston, no Texas, e mostram longas filas que parecem congeladas no tempo.
O cenário repete-se em vários aeroportos. Há relatos de passageiros que chegam a esperar quatro horas para passar o controlo de segurança, e muitos ficaram em terra.
No centro do bloqueio está o impasse no Congresso, que deixou a segurança aeroportuária sem verbas e com uma redução crítica no número de funcionários. Nem o território de Porto Rico escapa ao caos.
Para evitar o colapso total, o governo destacou agentes da polícia de imigração para os terminais, um paliativo depois de os democratas terem bloqueado o financiamento do Departamento de Segurança Interna, enquanto exigem mudanças nas agências federais, sobretudo após a morte de dois cidadãos às mãos de agentes em Minneapolis.
Donald Trump diz que está a analisar um possível acordo no Senado para pôr fim ao impasse, mas mantém o ataque cerrado à oposição.
Enquanto o braço de ferro político se mantém, já se demitiram mais de 450 agentes de segurança e 50 mil estão a trabalhar sem receber.
No final desta semana será o segundo ordenado consecutivo em falta.
