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Bloqueio petrolífero dos EUA aprofunda crise em Cuba

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A situação afeta diretamente Portugal, onde operadores turísticos têm de realojar clientes com férias programadas para Cuba, direcionando-os para destinos alternativos. Diversos países oferecem ajuda humanitária, enquanto o governo cubano implementa um plano de contingência que reduz serviços públicos ao mínimo.

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Em Cuba, o bloqueio petrolífero dos EUA está a aprofundar a crise no país. E o reflexo já se faz sentir também onde há empresas que trabalham diretamente com Cuba, sobretudo no Turismo, e onde se inclui Portugal.

Aeroportos, escolas, Hospitais, creches, produção de alimentos, hoteis, está tudo fechado ou parado.

O bloqueio petrolífero dos Estados Unidos levou à suspensão de diversas operações na ilha, devido à falta de combustível decorrente do mesmo.

Trump continua a pressionar a Economia cubana já fragilizada; depois de 6 anos de uma grave crise, com falta de bens essenciais e produtos básicos de higiene, Cuba está pior que nunca.

Apesar da distância entre os dois países, em Portugal também já se sentem os efeitos.

A falta de combustível não para só os aviões.

Os operadores turísticos estão a recolocar Turistas, muitos deles com férias programadas para a Páscoa.

O Brasil poderá ser uma opção, pelas temperaturas amenas e praias convidativas, para quem já não pode ir para Cuba ou outros destinos do Caribe, por serem um pouco mais dispendiosos.

Apesar dos problemas recentes, o sector do Turismo continua com esperança de poder reabrir os hotéis.

Mas, apesar do otimismo, ainda ninguém pode prever quando se retomará a normalidade.

Nações prestam auxílio

Cuba sempre foi um mercado atrativo e um destino relativamente em conta para muitos portugueses, mas neste momento não está só a perder turistas nacionais.

Rússia e Chile querem ajudar o povo cubano. Espanha já se disponibilizou para auxiliar através da ONU, o Brasil prometeu enviar mantimentos e do México já atracaram dois navios com 800 toneladas de bens alimentares, enquanto a organização internacional Progressista anunciou uma flotilha humanitária, que partirá em meados de Março.

O governo cubano implementou um duro plano de contingência e reduziu ao mínimo todos os serviços públicos.

Mas a crise energética, agora agravada com o fim das entregas de petróleo pela Venezuela, após a queda de Nicolás Maduro e das ameaças de Trump, de impor tarifas alfandegárias aos países que vendam petróleo à ilha, leva à redução drástica de transportes públicos, a cortes de eletricidade, com longos apagões frequentes, e não só.



SIC Noticias

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