Um bebé nasceu “de forma tranquila e em segurança” em casa com ajuda dos Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos, na passada segunda-feira.
Segundo a corporação, a equipa de Emergência Pré-hospitalar “foi acionada para uma grávida em trabalho em Salvaterra de Magos” pelas 17h18 de segunda-feira.
“À nossa chegada confirmámos que a mãe já estava em trabalho de parto. Tendo o nascimento do bebé decorrido de forma tranquila e em segurança, em casa com o apoio da nossa equipa”, lê-se numa nota partilhada na terça-feira nas redes sociais.
O parto decorreu “sem intercorrências e tanto a mãe como o recém-nascido encontram-se bem”.
Após o nascimento, “foi solicitado o apoio da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Vila Franca de Xira que acompanhou o transporte da mãe e do recém-nascido para o Hospital de Vila Franca de Xira”.
Na nota, a corporação endereçou os mais “sinceros votos de felicidades” aos pais do pequeno Manel.
“Que a chegada deste novo membro à família traga saúde, alegria e amor redobrado”, lê-se.
Partos em ambulâncias mais do que duplicaram em 2025
Só em 2025 nasceram, pelo menos, 60 bebés em ambulâncias em Portugal. Trata-se de um aumento de 114%, uma vez que em 2024 tinham sido registados 28 partos nestas circunstâncias, segundo dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) enviados ao Público. Há ainda registo de 23 partos na via pública.
Do total de partos em ambulâncias e na via pública, quase metade (36) ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Em janeiro, contudo, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendeu que o número de partos fora dos hospitais, em Portugal, é semelhante ao da última década, ocorrendo a maior parte no domicílio.
“Os números são semelhantes aos últimos anos, com exceção da pandemia em que houve mais partos extra-hospitalares, pelas razões que se compreendem. Portanto, não há nenhuma grande alteração relativamente ao número de partos extra-hospitalares. Ou seja, o número é sensivelmente o mesmo da última década”, disse a ministra após ter participado na conferência “Futuro da Saúde na Europa”, no Porto.
Segundo Ana Paula Martins, “a maior parte dos partos extra-hospitalares não ocorre na via pública, felizmente, e nem ocorre nas ambulâncias. Ocorre no domicílio”, acrescentando que, por essa razão, “o INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] acaba por ser chamado para poder resolver situações que se complicam”.
E em 2026?
Só este ano já nasceram quase 15 bebés em ambulâncias, os últimos dos quais em Lisboa, Coruche e Zambujal. No entanto, o número poderá ser maior, uma vez que nem todas as corporações divulgam estas ocorrências.
