Apesar do contexto económico e geopolítico desafiante, os dois maiores bancos portugueses superaram todas as expectativas, com a CGD a devolver ao Estado 1.250 milhões em dividendos e o BCP a ultrapassar pela primeira vez a fasquia dos mil milhões de lucro nos seus 40 anos de existência.
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A Caixa Geral de Depósitos teve um lucro recorde de quase 2 mil milhões de euros em 2025. Junta-se assim ao BCP, que também registou os melhores resultados de sempre no ano passado, tendo ultrapassado pela primeira vez a fasquia dos mil milhões de euros.
Apesar de um contexto considerado desafiante, ninguém diria que o BCP alcançaria resultados históricos. Miguel Maya, CEO do banco, sublinhou que 2025 foi marcado por dificuldades económicas, geopolíticas e pelas taxas de juro.
“O contexto de 2025 foi bastante desafiante pelo enquadramento económico, geopolítico e pelas taxas de juro. Não obstante esse contexto, tivemos os melhores resultados dos 40 anos de existência, os melhores resultados de sempre”, afirmou Miguel Maya.
O BCP ultrapassou, pela primeira vez, a marca dos mil milhões de euros de lucro.
Também 2025 foi o melhor ano nos 150 anos de existência da Caixa Geral de Depósitos. O banco público registou quase 2 mil milhões de euros de lucro, impulsionado pelo aumento do crédito às empresas e aos jovens.
Paulo Macedo, CEO da Caixa Geral de Depósitos, defendeu que os resultados devem ser enquadrados na dimensão da instituição: “Quem não for populista percebe que um banco que tem 11 mil milhões de capital, se pagar o custo de capital, em princípio tem que ter sempre um lucro superior a mil milhões de euros.”
Os resultados vão permitir à Caixa pagar ao Estado 1.250 milhões de euros em dividendos, sendo que o banco já devolveu tudo o que foi injetado.
“Toda a capitalização que o Estado fez em dinheiro foi agora reembolsada em dinheiro e em espécie”, afirmou Paulo Macedo.
Falta ainda conhecer os resultados dos restantes três dos cinco maiores bancos que operam em Portugal, mas, feitas as contas, só Caixa e BCP juntos lucraram uma média de quase 8 mil euros por dia em 2025.
