Esta escalada, iniciada com a pandemia e agravada pela guerra na Ucrânia, afeta todo o cabaz alimentar da DECO PROteste, que encareceu 35% e custa agora mais de 253 euros.
Loading…
Há quatro anos, 50 euros compravam mais de oito quilos de carne de vaca. Hoje não chegam para quatro. A escalada dos preços dos alimentos continua a pesar no orçamento das famílias, com a carne de vaca entre os produtos que mais encareceram.
Foi há quatro anos que o cabaz alimentar começou a subir. Primeiro, com o impacto da pandemia. Depois, com a guerra na Ucrânia, que fez disparar os preços da energia, dos transportes e das matérias-primas.
A carne de vaca é um dos exemplos mais evidentes desta escalada de preços. Em 2022, um quilo de carne de novilho para cozer custava 5,82 euros. Quatro anos depois, o preço médio atingiu os 13,51 euros por quilo. Uma subida de 132%.
Este agravamento reflete uma subida generalizada dos preços dos alimentos. O cabaz alimentar da DECO PROteste, com 63 produtos essenciais encareceu cerca de 35%, desde 2022, e custa agora pouco mais de 253 euros.
Entre os produtos que mais aumentaram desde o início deste acompanhamento estão a carne de novilho para cozer, os ovos e o café torrado, com subidas acima dos 80%.
Já nas últimas semanas, a curgete foi o produto cujo preço mais aumentou, com uma subida de 71% face ao inicio do ano, uma consequência direta das tempestades que afetaram o país.
Os aumentos não devem ficar por aqui. E, apesar de ser difícil fazer previsões, a tendência, para já, não é de descida.
