O caso de meningite identificado na Escola Primária da Ribeirinha, no concelho da Ribeira Grande, na ilha açoriana de São Miguel, não é contagioso.
A garantia foi dada pelo delegado de Saúde, Eduardo Vaz Cunha, à Antena 1 Açores.
De acordo com o médico, a criança em causa, que se encontra internada no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, mas com um quadro estável, tem 9 anos.
O aluno da Escola Primária da Ribeirinha começou por ter uma otite que, entretanto, “complicou para uma meningite”.
“No caso específico, este agente não é preconizado nem há necessidade de qualquer medida adicional de medicação de prevenção ou de profilaxia de qualquer contacto ou elemento da comunidade escolar, seja da turma ou do resto da escola”, assegurou Eduardo Vaz Cunha.
Desta forma, “não há necessidade de qualquer encerramento de escola, sala ou qualquer higienizarão específica das instalações da escola”.
Ao contrário do que muitos possam ter pensado, o caso nada tem a ver com o surto de meningite B bacteriana que atingiu o Reino Unido, onde mais de duas dezenas de adolescentes já foram infetados e dois acabaram mesmo por morrer.
“Não existe qualquer motivo para alarmismo ou pânico”
Já ontem, o presidente da Junta de Freguesia da Ribeirinha, Marco Furtado, tinha dito que “não existe qualquer motivo para alarmismo ou pânico”.
“Fomos alertados por uma das mães, que teve conhecimento que, numa das turmas, tinha havido um caso de meningite num dos meninos”, começou por contar o autarca à agência Lusa.
Segundo Marco Furtado, o menino infetado frequenta uma turma do 3.º ano, que tem cerca de 10 alunos.
Logo que a situação foi conhecida, foi marcada uma reunião na Junta de Freguesia, com a presença do Delegado de Saúde e com os pais da turma em questão, para esclarecimento de “algumas dúvidas, visto que alguns pais estavam a ficar extremamente preocupados com essa situação”.
Porém, tal como o médico Eduardo Vaz Cunha já reiterou, não houve necessidade de aplicação de isolamento às crianças que contactaram com o aluno infetado, nem outras medidas adicionais.
“O que nos foi informado pelo senhor Delegado de Saúde [é que] tinha sido uma situação proveniente de uma infeção que o miúdo tinha tido, mas que não representava perigo para os restantes frequentadores da escola, mas por uma questão de tranquilizar as mães, vai haver uma reunião, mais logo, com todos os pais da turma, para se explicar a situação, mas que a situação estava controlada e que não havia perigo de contágio”, disse Marco Furtado, lembrando que, “se houvesse a necessidade de fazer um rastreio geral às crianças, teria sido feito de imediato”.
Já o aluno “encontra-se devidamente acompanhado pelas autoridades de Saúde, que estão a seguir todos os procedimentos recomendados”.
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