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Chega quer garantias do Governo na lei laboral e descida do IVA dos combustíveis


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À margem de uma visita à cidade da Maia, no Porto, onde inaugurou uma sede de concelhia, André Ventura voltou a marcar distância do Governo. O líder do Chega deixou recados quanto ao capítulo da reforma laboral, adiantando que, para afinar posições, é necessário que o Governo aceite as condições do partido.

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“Consiga fazer uma revisão da lei laboral, mas que ao mesmo tempo salvaguarde que o trabalho por turnos e o trabalho extraordinário é apropriadamente valorizado, que garanta que os despedimentos não serão a regra e não serão um novo normal em Portugal, nem os empresários querem isso. Este é apenas um exemplo de questões que, se o Governo estiver disposto a trabalhar, nós também estamos.”

O Presidente do Chega acusou ainda o Governo de estar a lucrar com a subida dos preços dos combustíveis provocada pela guerra no Irão

“Espero ainda convencer o Luís Montenegro de que é importante descermos o IVA dos combustíveis. É muito, muito importante. As pessoas estão a pagar um preço absolutamente pornográfico. Dizem que os preços podem baixar um pouquinho na segunda-feira, mas estão a valores muito, muito elevados e é só baixar um bocadinho do lucro que o Estado está a ter com isto, dos 30 ou 40 ou 50 milhões de euros a mais.”

Em declarações aos jornalistas, André Ventura revelou ainda que vai a tribunal após uma queixa de difamação apresentada pelo antigo deputado do PSD, Joaquim Pinto Moreira.

“Não está ainda público, mas eu recebi a notificação nos últimos dias e vou ter que ir a tribunal, no dia 24, ser ouvido porque o doutor Pinto Moreira acha que eu o ofendi, quando todos sabemos que quem andou desviar dinheiro foi ele. E é isto que o país tem há não sei quanto tempo. Neste país quem rouba é quem se sente ofendido.”

Já sobre o ex-dirigente do Chega, Nuno Pardal Ribeiro, condenado pelo crime de prostituição de menores, André Ventura remeteu-se ao silêncio.



SIC Noticias

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