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A ‘Chocolaterie Amelie’, em Garmisch-Partenkirchen, na Alemanha, aumentou a produção artesanal de coelhos de chocolate, com equipas a fabricar entre 100 e 150 unidades por dia, devido à subida do preço das matérias-primas e da energia.
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Dentro da pequena fábrica, o processo mantém-se manual e exigente. Os funcionários enchem moldes com chocolate líquido, retiram o excesso, aguardam a solidificação e desmoldam cada peça antes da decoração final.
O resultado surge nas vitrinas da loja sob forma de coelhos, ovos e barras de chocolate com mensagens alusivas à época.
O proprietário, Linus Kaesser, explica que o planeamento começa logo após a época natalícia, com uma passagem quase imediata dos produtos de Natal para os da Páscoa.
“Guardamos os Pais Natais e os São Nicolau de chocolate e depois chegam os coelhos da Páscoa. Discutimos o que precisamos de produzir e a produção começa logo em meados de fevereiro”, afirmou.
O aumento da procura nesta fase do ano contrasta com um cenário económico mais exigente. O aumento do preço das matérias-primas e da energia tem pressionado o negócio, obrigando a um controlo rigoroso das margens.
“Os preços das matérias-primas são sempre um problema. Temos de manter as margens o mais reduzidas possível. É importante pagar bem aos funcionários, mas não queremos comprometer a qualidade”, disse Kaesser.
A pressão não se limita ao setor do chocolate. Em vários países europeus, empresas enfrentam custos energéticos mais elevados desde o agravamento do conflito no Irão.
Apesar das dificuldades, produtores artesanais como a ‘Chocolaterie Amelie’ continuam apostar na qualidade e na tradição, numa altura importante para as vendas anuais.
