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"Colapso": FNAM diz que não há profissionais suficientes para centralizar urgência obstétrica em Loures

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A urgência regional de obstetrícia em Loures entra em funcionamento na próxima semana, mas há médicos que alertam para o colapso do serviço, argumentando que não houve reforço das equipas. Em Braga, os profissionais de saúde fizeram greve devido ao alto custo do estacionamento no hospital.

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A mudança entra em vigor já na segunda-feira, com a primeira urgência regional de obstetrícia a funcionar em Loures, envolvendo equipas do Hospital Beatriz Ângelo e do Hospital de Vila Franca de Xira.

Tanto utentes como sindicatos temem que este seja um retrocesso, já que não há profissionais suficientes para atender o número de grávidas que necessitarão de cuidados.

“A equipa médica, pelo que sabemos, não será reforçada. Portanto, será necessário um milagre para que, com o mesmo número de recursos, mas com maior carga de trabalho, as coisas corram bem. O que o Governo está a preparar é um colapso”, afirmou André Arrais Gomes, presidente da FNAM.

A concentração das urgências de obstetrícia é um paliativo para resolver o problema da falta de especialistas. Em declarações ao jornal Público, o coordenador do grupo de trabalho que elaborou a nova rede de referenciação reconheceu que, em vários hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo, as equipas estão bem abaixo dos níveis recomendados.

Com a reorganização, o Hospital de Loures será responsável pelos casos mais complexos provenientes de cinco unidades locais de saúde. O sindicato da área opõe-se a esta reorganização, alertando para as distâncias envolvidas e os riscos associados a uma urgência regional.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, estão agendados protestos da população por causa desta reorganização das urgências.

Em Braga, o descontentamento já se fez ouvir, mas devido aos preços elevados do estacionamento no hospital. Indignados, os profissionais de saúde cumpriram um dia de greve. O sindicato dos médicos do Norte avança com uma adesão superior a 70%, enquanto a administração da ULS de Braga garante que aderiram à paralisação cerca de 30% dos trabalhadores.



SIC Noticias

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