Há uma espécie de engano moderno que se tornou hábito: achamos que a comida nasce no mesmo tempo em que a compramos. Abrimos uma aplicação, escolhemos um cabaz, carregamos num botão, e no dia seguinte alguém deixa à porta um conjunto de produtos que parecem existir por direito próprio. A cidade habituou-se a esta velocidade e, sem dar por isso, começou a exigir à agricultura o mesmo que exige ao comércio eletrónico: resposta imediata. Só que o campo não funciona…
