Recentemente, foi registado um pico de pedidos antes do ataque à Venezuela e da captura de Nicolás Maduro. O “Pentagon Pizza Index” é um fenómeno que sugere que o aumento do número de encomendas de pizzas nas imediações do Pentágono pode antecipar operações militares iminentes dos Estados Unidos.
Chris Tilley / AP
Num mundo em que a informação viaja à velocidade da luz e a tecnologia está em todo o lado, parece quase inacreditável que o número de encomendas de pizza em Washington DC possa servir como indicador de uma possível operação militar dos Estados Unidos num futuro próximo. Mas, afinal, o que é o curioso fenómeno conhecido como “Pentagon Pizza Index” (“Índice de Pizza do Pentágono”), que voltou recentemente a ganhar destaque?
A lógica por detrás desta teoria do “Pentagon Pizza Index”, que tem deixado as redes sociais ao rubro, é simples: durante momentos de elevada tensão, civis e militares que trabalham no Pentágono prolongam o horário laboral e recorrem à comida rápida para aguentar longas horas de trabalho.
O índice recorre a métricas como os horários de maior movimento no Google Maps e a atividade em redes sociais que acompanham padrões de pedidos e acessos a pizzarias na região, permitindo identificar movimentações fora do normal.
A pizza como sinal de crise internacional
Nas primeiras horas da madrugada de 3 de janeiro, a página Pentagon Pizza Report registou um aumento “anormal” do número de encomendas em várias pizzarias nas imediações do Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Por exemplo, a pizzaria Pizzato Pizza, localizada a poucos minutos do edifício e que funciona até às três da madrugada, registou um elevado número de pedidos perto da hora de encerramento, uma situação pouco habitual.
De acordo com a mesma página, nessa madrugada, bares nas imediações do Pentágono, como o Freddie’s Beach Bar e o Crystal City Sports Pub, registaram uma afluência de clientes inferior ao habitual.
Teoria da conspiração ou coincidência?
Já lá vão várias décadas desde que esta teoria começou a ser associada a um sinal improvável de tensões mundiais.
Fenómenos semelhantes foram registados durante a década de 1980, como a invasão de Granada em 1983, a intervenção dos Estados Unidos no Panamá em 1989 e, no início da década de 1990, com a Guerra do Golfo.
No entanto, apesar de esta teoria parecer saída de um filme de Hollywood e apresentar várias coincidências, não possui qualquer comprovação científica.



