Cumprem-se esta segunda-feira, dia 2 de março, seis anos desde que foi diagnosticado o primeiro caso de Covid-19 em Portugal e o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, deixou uma nota no site da Presidência da República a assinalar.
Numa curta mensagem, de apenas um parágrafo, Marcelo Rebelo de Sousa vincou: “Completam-se hoje 6 anos sobre o diagnóstico dos primeiros dois casos de Covid em Portugal, a 2 de março de 2020, que iniciou uma longa batalha sanitária em Portugal e em todo o Mundo, batalha ganha pelo povo português, com muito sofrimento e empenho, mas em unidade e solidariedade.”
De recordar que o mandato de Marcelo termina no próximo dia 9 de março, sendo sucedido por António José Seguro. Ainda de lembrar que, na passada sexta-feira, dia 27 de fevereiro, o ainda Presidente da República afirmou que irá reatar a sua militância no PSD – que suspendeu quando tomou posse em 2016 -, mas frisou que não vai expressar qualquer posição política ou fazer intervenções partidárias.
“Eu suspendi a militância até ao fim do meu mandato. Suspender a militância até ao fim do mandato significa que, terminado o mandato, eu reato aquilo que tive de ligação partidária desde a fundação”, disse Marcelo Rebelo de Sousa em declarações aos jornalistas em Bruxelas, no final de uma receção a funcionários das instituições europeias na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia (UE).
Já sobre o que é que tenciona em 10 de março, o dia a seguir a cessar funções, Marcelo Rebelo de Sousa disse que nesse dia quer ir a um concerto, para o qual os bilhetes são grátis.
“Tenho de ir para a fila, porque quem aparecer em primeiro lugar fica com os bilhetes. Portanto, o que eu vou fazer provavelmente no dia 10 de março, ao fim da tarde, senão mesmo mais cedo, é ir para a fila para ver se consigo bilhetes para esse concerto, porque é uma peça muito interessante“, disse, antes de gracejar para os jornalistas: “Não vos digo qual, senão ainda aparecem”.
No dia em que tomou posse como Presidente da República, em 9 de março, Marcelo Rebelo de Sousa decidiu suspender a militância do PSD, partido que fundou em 1974.
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