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Concelho mais pequeno do país enfrenta crise habitacional: centenas de famílias aguardam casa social há anos


Habitação

O problema da falta de habitação não existe apenas nas grandes cidades, como Lisboa e Porto. No concelho mais pequeno do país, em São João da Madeira, quase não existe mercado de arrendamento, e a habitação social não consegue dar resposta à procura.

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Há quase seis anos que esta é a casa de João e Rita e dos três filhos, com 4, 5 e 11 anos. Agora, ambos trabalham, mas nos últimos anos, entre as licenças de maternidade de Rita e o desemprego de João, falharam com a renda, de cerca de 400 euros.

Pagas todas as dívidas, a senhoria decidiu não renovar o contrato de arrendamento do T2. Têm uma ordem de despejo para saírem, os cinco, até 4 de maio.

Em 2022 candidataram-se ao programa de habitação social da Câmara de São João da Madeira. Passaram quatro anos sem solução, e a espera passou a urgência.

A lista de espera por uma casa social tem 400 candidatos, mais de 1.200 pessoas. Há 600 fogos de habitação social já atribuídos, e o município está a fazer obras em vários edifícios para criar mais 33 novas casas, num investimento global de 40 milhões de euros na estratégia local de habitação.

São João da Madeira é o concelho mais pequeno do país em termos de território, mas tem uma forte densidade populacional. Neste momento, também sente a pressão imobiliária, tanto no mercado de arrendamento como no da compra e venda de imóveis. Os preços da habitação subiram 20 a 30% por ano nos últimos anos.

Esta imobiliária está no mercado há três décadas. Ultimamente, só de três em três meses lhes aparece um apartamento para arrendar. O último T2 que arrendaram estava a 750 euros.

A autarquia garante que o caso de João e Rita está a ser acompanhado. A Câmara Municipal está a estudar várias soluções para o casal, que passam pela estadia temporária num quarto, numa pensão ou num alojamento local, com financiamento municipal.

Quanto às 400 famílias em lista de espera por habitação pública, a autarquia acredita que será preciso pelo menos 10 anos para dar resposta a todas.



SIC Noticias

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