O Pentágono garante que os ataques ao Irão vão intensificar-se, com Washington e Telavive a assegurar que o conflito só terminará com a derrota total da Guarda Revolucionária iraniana e do Hezbollah. A ofensiva está a alastrar-se a toda a região.
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Oito militares norte-americanos já morreram e, pelo menos, 150 ficaram feridos em 11 dias de combates contra o Irão. O balanço surge no mesmo dia em que o Pentágono garantiu que os ataques dos Estados Unidos Irão se vão intensificar, afirmando que a guerra só terminará quando a Guarda Revolucionária e o regime de Teerão forem derrotados.
Com poucos jornalistas no Irão, o apagão da internet imposto pelo regime, o bloqueio das comunicações e a repressão sobre dissidentes dificultam o acesso à informação no território iraniano.
Neste contexto, o Crescente Vermelho, equivalente à Cruz Vermelha nos países muçulmanos, tem assumido um papel de relator comprometido, fornecendo informações sobre ataques e zonas afetadas. As operações de resgate e assistência à população são, frequentemente, registadas em vídeo, permitindo ao exterior ter uma noção da dimensão da destruição causada pelos bombardeamentos.
A ofensiva conduzida por Israel e pelos Estados Unidos está a alastrar o conflito a toda a região, com possíveis repercussões globais. Ainda assim, Telavive e Washington asseguram que o conflito só terminará quando não houver mais alvos para destruir.
“Estamos a esmagar o inimigo numa demonstração avassaladora de habilidade técnica e força militar. Não vamos ceder até que o inimigo seja total e definitivamente derrotado”, afirmou Pete Hegseth, secretário da Defesa dos Estados Unidos.
O número de vítimas continua a aumentar: há já mais de 1.270 mortos e cerca de 10 mil feridos, além de milhares de deslocados. Numa passagem montanhosa no leste da Turquia, junto à fronteira com o Irão, regista-se um fluxo constante de pessoas, com viajantes a fugir do país e outros a regressar.
No Líbano, a escalada das hostilidades obrigou cerca de 700 mil pessoas a abandonar as suas casas. Telavive afirma ter lançado mais de uma dúzia de ataques contra edifícios ligados ao Hezbollah, sobretudo dirigidos ao al-Qard al-Hasan, considerado o braço financeiro do grupo xiita libanês.
