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Desde o inicio da guerra no Irão, o preço de referência do gás butano subiu 24% e o propano 26%. Os consumidores dizem que já estavam à espera.
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Depois dos combustíveis, o gás de botija deverá também sofrer um aumento nas próximas semanas. O valor exato a imputar ao consumidor ainda não é conhecido, mas só desde o inicio da guerra no Irão, o preço de referência do gás butano subiu 24% e o propano 26%. Os consumidores dizem que já estavam à espera.
Uma botija de 13 quilos de gás butano, das que muitas famílias continuam a usar em casa, custava em média 34 euros.
O preço que muitos distribuidores mantêm desde maio do ano passado, deverá ser atualizado nas próximas semanas, uma consequência da subida generalizada dos combustíveis líquidos e da instabilidade no médio oriente.
“Eles já estão a aumentar para pagar as despesas da guerra”, afirma Manuel Filipe, consumidor de gás butano.
Na última semana, de acordo com os dados da entidade nacional para o setor energético, os preços de referência tiveram subidas diárias, entre os 4 e os 10 cêntimos por quilo.
De dois para 10 de março, a oscilação do gás butano, o mais usado dentro de casa, foi de mais 24%, e o propano, usado no exterior, de mais 26%.
Os distribuidores contactados pela SIC aguardam ainda indicação das marcas sobre quando e quanto deverá subir, quer o butano, quer o propano.
Alguns admitem, numa primeira fase, tentar assumir essa subida, baixando as margens de comercialização. A maioria diz ser inevitável que os aumentos cheguem aos consumidores.
