O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que irá tomar “medidas imediatas” para proteger os cidadãos e as empresas da União Europeia do aumento dos preços, provocado pela guerra no Médio Oriente.
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António Costa referiu que os líderes da UE sublinharam ainda que é necessário aumentar a autonomia estratégica do bloco e reduzir dependências, defendendo que se aplique um princípio de “preferência europeia” em determinados setores e tecnologias estratégicas.
“O caminho certo”
O presidente do Conselho Europeu reconheceu que os preços elevados de energia são um “dos principais desafios” para esta agenda da UE, mas salientou que a guerra em curso no Médio Oriente mostra que o bloco escolheu “o caminho certo”.
“A atual crise no Médio Oriente e o seu impacto no abastecimento energético mundial confirma que o caminho que escolhemos é o caminho certo”, começou por dizer.
“A descarbonização e a aceleração desenvolvimento de fontes de energia próprias, de forma tecnologicamente neutra, continuam a ser a via a seguir para limitar dependências perigosas e reduzir os preços da energia a longo prazo”, explicou Costa.
Proteger a comunidade europeia é prioridade
No entanto, o antigo primeiro ministro. reconheceu que é necessário tomar “ações imediatas” para proteger os cidadãos e empresas europeias no atual contexto de subida dos preços da energia.
De acordo com António Costa, a Comissão Europeia irá apresentar um conjunto de medidas temporárias para procurar “contrariar o risco de relocalização de empresas e para proteger empregos”.
Dirigindo-se aos eurodeputados, Costa pediu-lhes que ajudem a concretizar esta agenda, garantindo que terão “uma palavra a dizer” no seu desenvolvimento.
“Estamos a trabalhar com um objetivo comum: uma Europa mais competitiva e mais inovadora. Mas esta agenda é muito mais do que isso. Fornece a base sólida de que precisamos para proteger e desenvolver a nossa prosperidade e o nosso modelo social”, afirmou.
Com Lusa.
