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Criminalidade juvenil diminui, mas violência persiste e expande-se no mundo digital


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A delinquência juvenil e a criminalidade praticada em grupo pelos jovens diminuíram em 2025 face ao ano anterior. Embora a descida seja ligeira, é a primeira vez que tal acontece desde a pandemia. O Relatório Anual de Segurança Interna revela que a maior parte destes crimes ocorreu na Área Metropolitana de Lisboa.

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Menos crimes entre os 12 e os 16 anos de idade e menos crimes cometidos por grupos juvenis de pelo menos três elementos.

No ano passado, os crimes em contexto de criminalidade grupal ultrapassaram os sete mil e, quanto à delinquência juvenil, mantém-se acima das duas mil ocorrências.

A violência associada aos adolescentes e jovens, predominante na Grande Lisboa e na Península de Setúbal, é um tipo de violência que sai do território físico, como a escola, centros comerciais ou espaços públicos urbanos, e marca presença no espaço digital, através de redes sociais, grupos de mensagens e partilha de conteúdos audiovisuais.

A maior parte desses conteúdos está relacionada com crimes de natureza sexual: importunação, abuso e mesmo violação. Há também um número relevante de crimes de pornografia de menores e de extorsão, ambos associados à partilha de conteúdos íntimos nas redes sociais.

Nestes casos, a maioria dos agressores são rapazes, cerca de 80 por cento, mas, no que diz respeito às vítimas, a diferença entre raparigas e rapazes é agora residual, com uma tendência de aumento do número de vítimas do sexo masculino.

O Relatório de Segurança Interna de 2025 revela que são também frequentes entre os mais jovens episódios de agressões físicas, ameaça e coação e furtos. Os crimes de tráfico de droga, roubo e sequestro, mais raros e por vezes relacionados entre si, são referidos sobretudo em casos de criminalidade grupal.

Diz ainda o relatório que os homicídios, consumados ou tentados, e as ofensas graves à integridade física têm maior incidência em bairros sociais.

Quanto ao cibercrime, frequentemente ligado a redes internacionais, destacam-se os crimes de burla qualificada e branqueamento de capitais, através de falsas plataformas de criptomoeda e esquemas como o roubo de dados bancários e a burla “olá pai, olá mãe”.



SIC Noticias

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