Correspondente SIC
Ao início da manhã desta terça-feira, um míssil iraniano atingiu uma zona residencial no centro de Telavive, destruindo um prédio. Henrique Cymerman, correspondente da SIC no Médio Oriente, explica o que aconteceu.
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Eram 7h30 desta terça-feira em Telavive quando se ouviu uma grande explosão no centro da cidade. Um míssil iraniano atingiu uma zona residencial, destruindo um prédio e deixando várias pessoas feridas.
“A sorte foi que caiu no meio da estrada”, explica o correspondente da SIC no Médio Oriente.
Henrique Cymerman revela que ainda não é possível perceber o que falhou, se foi a cúpula de ferro ou um dos outros sistemas de defesa israelita.
“Israel tem quatro camadas de defesa”, explica o jornalista, acrescentando que, por vezes, estes sistemas permitem que os mísseis rebentem quando caem em zonas abertas ou no mar. “Era essa a minha esperança, mas caiu uma bomba com 100 kg no centro da cidade.”
Diz ainda que dos 450 mísseis lançados pelo Irão nestas três semanas, o sistema de defesa anti aéreo israelita teve uma taxa de êxito de 91% a 92%. “Mas há algumas dezenas de mísseis que conseguiram impactar”, acrescenta.
Mohammad Bagher Ghalibaf: o “homem forte do momento”
Sobre as negociações em curso, o correspondente da SIC no Médio Oriente diz que estão a ser feitas, do lado do Irão, pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.
“É o homem forte neste momento e está vinculado à Guarda Revolucionária.”
Em ‘jogo’ estarão 15 pontos para acabar com a guerra.
“Não estamos perante uma mudança imediata de regime – [EUA e Israel] estão a criar condições para uma futura mudança de regime, mas agora há outros temas a ser negociados”, explica Cymerman.
Em cima da mesa estarão, por exemplo, as exigências do Irão sobre garantias norte-americanas de que não haverá uma nova guerra, o levantamento de sanções e ainda o pagamento de indemnizações, avança Henrique Cymerman.
“Netanyahu está a ser informado de tudo e disse que a última palavra vai ser de Donald Trump.”
