Cultura

Deolinda está sem luz há 22 dias, usa candeeiro a petróleo que não acendia há 30 anos e gerador durante pequenos períodos


Meteorologia

Deolinda vive em Vale Figueira, Ferreira do Zêzere, onde mais de 500 pessoas continuam às escuras há três semanas.

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Nas zonas afetadas e mais de 20 dias depois da tempestade, ainda há 6.500 casas sem eletricidade. Mesmo assim, há quem tenha recebido faturas de luz quatro vezes superior ao normal.

Paulo vive sozinho em Vieira de Leiria. Esteve 2 semanas sem luz, de 28 de janeiro a 12 de fevereiro, mas recebeu esta semana uma fatura da comercializadora e teve uma surpresa. Os dias em que esteve sem luz são os que aparecem na fatura como sendo os de maior consumo de eletricidade.

A SIC pediu uma explicação à Endesa, a comercializadora, que ficou de analisar o caso.

Pelo sim, pelo não Paulo diz que prefere pagar os mais de 90 euros para não arranjar problemas. 90 euros, que é quase o dobro do que costuma pagar.

Apesar do insólito, já tem eletricidade, ao contrário de Deolinda. Vive em Vale Figueira, Ferreira do Zêzere, e tem-se sentido num regresso ao passado.

Durante a noite, a casa ilumina-se pela tímida chamada do candeeiro a petróleo, comprado em 1975. Deolinda não tinha necessidade de o acender há 30 anos. Usa o gerador durante pequenos períodos, só mesmo para o frigorifico, as arcas e cozinhar.

Na vizinhança, a luz começa a aparecer, mas instável. Os técnicos já andavam junto à casa durante a tarde.

Só em Ferreira do Zêzere, mais de 500 pessoas continuam às escuras há três semanas.



SIC Noticias

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