Um homem de Devon, um condado localizado no sudoeste de Inglaterra, acredita que o seu cão desenterrou no quintal de sua casa uma prova relacionada a um célebre homicídio ocorrido na época vitoriana.
Paul Philips/SWNS
Tudo começou quando Stanley, o labrador de Paul Philips, encontrou uma garrafa de vidro azul com as palavras: “Não ingerir“, no jardim de casa em Clyst Honiton, no Reino Unido.
A descoberta do canídeo despertou no dono de 49 anos uma lembrança sobre um homicídio por envenenamento de William Asford.
Ao que tudo indica, teria sido a mulher, Mary Ann Asford, que envenenou o cônjuge, com o objetivo e roubar a herança e começar uma nova vida com o homem com quem mantinha um caso.
De acordo com as notícias, Mary Ann foi julgada por “homicídio por envenenamento com arsénico” do marido e condenada à morte por enforcamento.
A pena foi executada perante mais de 20 mil pessoas e a execução foi de tal forma mal feita, que acabaria por desencadear um conjunto de acontecimentos que levariam ao fim dos enforcamentos públicos em Inglaterra na década de 1860.
Stanley, o cão, descobriu a arma do crime?
Paul Philips contou ao Devon Liveque no começo achou o artefacto “interessante e bonito” e só que só no momento em que o limpou é que se recordou do homicídio.
“Pesquisei na Internet e encontrei informações sobre Clyst Honiton e o enforcamento de Mary Ann. Não sei dizer por que razão foi enterrado aqui e uma garrafa como esta teria sido muito útil para várias coisas diferentes, mas que motivo teriam para a enterrar? Pode ter sido o frasco que ela usou”, começou por contar.
“Acreditamos que vivemos ao lado da propriedade onde residiam William e Mary Ann Ashford em 1865. Acredito que o rapaz com quem ela mantinha um caso trabalhava na padaria e costumava haver uma no fim da rua, em frente à propriedade”, explicou.
Depois de Stanley, o cão ter recuperado o recipiente, Phillips disse que uma pesquisa na Internet revelou que se tratava de um frasco de veneno azul que começou a aparecer em meados do século XIX.
