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Detido predador sexual suspeito de crimes de violação na Maia e Gondomar


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A investigação da Judiciária, que agora terminou na detenção do suspeito, teve início após a informação de que “uma menor teria sido violada por um homem, quando se deslocava de casa para o ATL”. O crime terá ocorrido em plena via pública.

Polícia Judiciária

O suspeito, um homem de 43 anos, operário da construção civil, e com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime, foi detido esta terça-feira pela Polícia Judiciária (PJ). É suspeito da autoria de “crimes de violação agravada e violação de domicílio, ocorridos em final de fevereiro e no mês em curso, na Maia e em Gondomar”.

As vítimas, revela a PJ, são duas “mulheres, sendo uma menor de idade”. Foi, aliás, após a “informação de que uma menor teria sido violada por um homem, quando se deslocava de casa para o ATL, tendo o crime ocorrido na via pública, em local pouco frequentado,” que teve início a investigação.

“(…) veio a apurar-se que o suspeito teria seguido os passos da vítima até vir a consumar os seus intentos criminosos, levando os investigadores a acreditar que não se trataria de um caso isolado, mas de um modus operandi, com alvos definidos, tudo apontando para que se tratasse de um predador sexual”, conta a PJ.

Uma vez identificado, “seguiram-se diligências no sentido de lhe seguir os movimentos, verificando-se que, nos últimos dias, vigiou uma residência em Gondomar onde viviam mulheres jovens, possíveis alvos”.

E, “ao início da manhã de ontem, (…), foi possível detetá-lo a preparar-se para escalar a referida residência, para nela entrar, momento em que foi abordado” pelos insptores da Judiciária.

Provas recolhidas pela PJ permitem “relacionar o visado com inúmeras situações de violação e coação sexual de mulheres jovens que residiam sozinhas ou com outras mulheres em apartamentos situados ao nível do primeiro andar dos respetivos prédios”.

“(…) após escolher as vítimas, o agora detido acedia, pela madrugada, aos seus quartos, através do escalamento das fachadas dos imóveis, entrando pelas janelas ou varandas que se encontravam abertas ou de fácil abertura. Após ter o domínio das situação, denotando muita calma e à vontade, coagia as vítimas a práticas sexuais abusivas”.

Situações que, segundo a PJ, “vinham ocorrendo, pelo menos, desde janeiro do ano em curso numa área muito delimitada da cidade do Porto, provocaram grande alarme social e pânico nas vítimas e nos residentes dos prédios em causa, levando algumas delas a abandonar os imóveis que tinham arrendados”.

O detido, que devido à pratica do mesmo tipo de crime e outros crimes violentos já havia cumprido uma “pesada pena de prisão efetiva”, será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.



SIC Noticias

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