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Casada há 32 anos com António José Seguro, Margarida Maldonado Freitas, farmacêutica de profissão, planeia manter a sua atividade profissional enquanto poderá dar continuidade ao trabalho social tradicionalmente associado às esposas dos Presidentes da República.
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Margarida Maldonado Freitas é a próxima Primeira-Dama de Portugal. A função não existe formalmente, mas a mulher do Presidente da República tem tido, ao longo dos anos, um importante contributo social.
Não foi uma presença constante na campanha, mas esteve ao lado do marido nos momentos importantes, como este nas Caldas da Rainha, de onde é natural e onde a família reside.
Há 32 anos que andam de mão dada. Conheceram-se numa discoteca horas depois de Seguro deixar a liderança da Juventude Socialista. (muda imagem para noite eleitoral 2.ª volta)
Agora, que ele se prepara para assumir o mais alto cargo da nação, também a vida da mulher pode ganhar um novo papel.
Primeira-dama é apenas um título informal dado à esposa do Presidente da República, sem funções políticas ou oficiais. Mas, durante a democracia, as mulheres dos Presidentes não só acompanharam os maridos em eventos e viagens oficiais, como deram destaque a causas sociais.
A primeira primeira-dama
Manuela Eanes foi a única primeira-dama que esteve grávida quando o marido era Chefe de Estado. Fundou o Instituto de Apoio à Criança, uma das causas que mais estimava.
Seguiu-se Maria Barroso, que escolheu dar especial atenção aos mais desfavorecidos e ao combate à violência.
Novidade no mandato de Sampaio
A partir de 1996, com Jorge Sampaio, passou a haver um gabinete na Casa Civil da Presidência da República para a primeira-dama. Maria José Ritta foi a primeira a ocupá-lo. Dedicou-se à valorização do voluntariado e ao combate à exclusão social.
O gabinete também foi usado por Maria Cavaco Silva, a última primeira-dama de Portugal, que tinha um particular apreço por presépios.
Além do destaque a causas sociais, as primeiras-damas também tiveram, muitas vezes, uma agenda oficial paralela à do Presidente da República.
Em 2009, enquanto Cavaco presidia à Cimeira Ibero-Americana, a mulher estava com a rainha de Espanha e com as primeiras-damas dos líderes estrangeiros numa visita por Cascais e Sintra.
Marcelo quebrou a tradição
Na última década, a tradição quebrou-se. Marcelo Rebelo de Sousa é divorciado. No ano passado, na visita ao Bazar Diplomático, explicou que a falta de uma primeira-dama o obrigou a ter uma agenda mais preenchida.
Este ano, a tradição pode voltar a mudar. Uma mulher, proprietária de duas farmácias e diretora técnica de uma terceira, e que, para já, não quer deixar para trás a vida profissional.
