Faltam apenas quatro dias para o Presidente da última década ceder o seu lugar ao próximo e abandonar o Palácio de Belém. Na despedida, Marcelo Rebelo de Sousa sai como entrou: com a famosa ‘marcelfie’.
O ainda chefe de Estado marcou esta quinta-feira presença no seu último Conselho de Ministros, onde se despediu do Governo com quem viveu momentos “felizes” num “espírito de amizade, solidariedade, de serviço à pátria e à Nação”, considerou o primeiro-ministro à saída dessa reunião.
“Gostaria de dizer que, neste período, fomos felizes e fomos eficazes, porque convivemos com espírito de amizade, solidariedade, de serviço à pátria e Nação, e ao mesmo tempo que promovíamos essa relação – em termos próximos e próprios – fomos resolvendo todos os problemas que tínhamos que ultrapassar e antecipando os problemas antes de serem problemas”, afirmou Luís Montenegro.
O Presidente não demorou a responder: “Foram dois anos muito intensos, o sr. primeiro-ministro é muito rápido e intuitivo, gosta de antecipar o tempo político, outras vezes gosta de fazer esperar politicamente a comunicação social – gosta do efeito surpresa”, afirmou, no dia seguinte a Montenegro ter antecipado as eleições diretas no Partido Social Democrata, desafiando, sem nomear, o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.
“Foram dez anos” de mandato, acrescentou. “Dois anos com o sr. primeiro-ministro e oito anos antes. Os outros oito anos antes já defini: Éramos felizes e não sabíamos. Aqui, definiria: Fomos felizes e sabíamos. São duas situações complementares, ambas gratificantes”, considerou.
Para terminar – e como não podia faltar – Governo e Presidente da República juntaram-se nas escadas do palacete de São Bento para a tradicional ‘fotografia de família’. Depois, Marcelo, como já habituou, agarrou no telemóvel e virou-o para si e para o Executivo, captando a sua última ‘marcelfie’ com o Governo.
Última ‘marcelfie’ de Marcelo Rebelo de Sousa com Executivo de Luís Montenegro© luismontenegro/Instagram
© luismontenegro/Instagram
Recorde-se de que no início do primeiro mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, as fotografias com o chefe de Estado tornaram-se tão populares, e comuns, que chegou mesmo a ser criada uma aplicação para o efeito.
“És o único português que não tem uma selfie com o Marcelo? Não desesperes. Chegou a Marcelfie”, podia ler-se na descrição da app, que, entretanto, parece ter sido eliminada. A ideia era simples: tirar uma selfie com um filtro do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, dando a ilusão de uma autêntica selfie.
A aplicação tornou-se viral, conseguindo, poucos dias depois do lançamento, alcançar a primeira posição nas apps mais populares da Play Store.

