Correspondente SIC
Equipamento, que já esteve em ‘combate’ na Península da Crimeia, recolhe informação e transmite coordenadas e dados estratégicos a outras unidades com capacidade ofensiva.

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No leste da Ucrânia os militares ucranianos estão a utilizar um drone de fabrico português para missões de recolha de informação no contexto da guerra.
A equipa da SIC encontrou no terreno militares que operam um drone da empresa portuguesa Takevr, uma tecnologia que tem vindo a desempenhar um papel relevante no apoio às operações militares.
De acordo com os militares que estão no terreno, trata-se de um drone de reconhecimento, que não foi concebido para ataque direto.
Este equipamento recolhe informação e transmite coordenadas e dados estratégicos a outras unidades com capacidade ofensiva. Depois de obterem esta informação, os militares recorrem a artilharia, mísseis ou drones armados para atingir os alvos identificados.
Um dos exemplos onde este drone já esteve em ‘combate’ foi na Península da Crimeia, onde este localizou um sistema de defesa aérea S-400.
Drone já provocou prejuízos superiores a 1.000 milhões de euros
Depois de recolhidas as coordenadas, estas foram transmitidas a forças com meios de ataque, permitindo a destruição do sistema, com prejuízos estimados entre 1.000 e 2.000 milhões de euros.
Segundo os militares ucranianos, esta tecnologia portuguesa tem demonstrado eficácia no terreno. A rápida evolução do conflito, fortemente marcada pelo uso intensivo de drones, obriga a atualizações constantes dos sistemas.
Nesse sentido, alguns engenheiros portugueses estão em contacto permanente com as forças ucranianas, de forma a introduzir melhorias e inovação contínua nestes equipamentos.
Neste conflito, que se tem vindo a tornar cada vez mais tecnológico, os drones assumem um papel central. Dessa forma, a presença de tecnologia portuguesa no campo de batalha ucraniano é apontada como um contributo significativo para as capacidades de reconhecimento das forças no terreno.
